O avanço dos casos de Alzheimer no Brasil acompanha o envelhecimento da população e já acende um alerta para o sistema de saúde e para a sociedade. Em entrevista à Rádio ES Hoje, a doutoranda em Bioética e Direitos Humanos pela Universidade de Brasília, Nelma Melgaço, destacou que a doença deve crescer de forma significativa nas próximas décadas.
Segundo a especialista, além do aumento no número de diagnósticos, há também maior acesso ao tratamento, o que ajuda a dimensionar o cenário atual. Ela ressalta que esse crescimento está relacionado à ampliação da informação e à melhoria no acesso aos serviços de saúde. “Antes, os casos eram subnotificados”, explicou.
A discussão também envolve questões éticas importantes, especialmente no que diz respeito à autonomia do paciente. Com a progressão da doença, decisões sobre cuidados e tratamentos tornam-se um desafio para familiares e profissionais de saúde.
Nesse contexto, o chamado Plano Avançado de Cuidado (PAC) ganha relevância. A ferramenta, alinhada aos princípios da bioética, permite que o paciente registre previamente suas vontades enquanto ainda possui capacidade de decisão. “O que podemos fazer por esse paciente é preservar ao máximo a sua autonomia, a sua vontade, e isso é o mais importante”, destacou Nelma Melgaço.
A entrevista completa, com orientações sobre direitos, tratamento e cuidados, você escuta na íntegra:









