O avanço da chikungunya em Dourados colocou o município em situação de emergência e acendeu o alerta no país. Segundo o Ministério da Saúde, o cenário foi classificado como “crítico” pelo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, diante do aumento acelerado de casos e mortes, especialmente entre populações indígenas.
Dados divulgados pelo governo federal mostram que, desde o início do ano, o estado de Mato Grosso do Sul já soma 1.764 casos confirmados da doença, com Dourados concentrando a maior parte dos registros. Só no município, são cerca de 759 casos, além de óbitos — incluindo bebês — registrados na reserva indígena local.
Diante da gravidade, a cidade decretou situação de emergência, o que permitiu reforço de ações como combate ao mosquito Aedes aegypti, envio de equipes de saúde e liberação de recursos federais para conter o avanço da doença.
E o Espírito Santo?
No Espírito Santo, o cenário é bem diferente — pelo menos por enquanto. Os dados mais recentes do painel da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo indicam que o estado não figura entre os locais com maior incidência de chikungunya em 2026. Nacionalmente, a doença apresenta baixa circulação na maioria das unidades da federação, com coeficiente inferior a 1 caso por 100 mil habitantes em grande parte do país.
No monitoramento mais recente disponível, municípios como Vitória apresentam níveis baixos de incidência, embora com tendência de aumento e possibilidade de alerta nas semanas seguintes, segundo sistemas de vigilância epidemiológica.
Além disso, a própria Sesa passou a concentrar as informações em painel digital, indicando acompanhamento contínuo das arboviroses, incluindo chikungunya, dengue e zika.
Cenário exige atenção
Apesar de não enfrentar uma situação crítica como a de Dourados, especialistas alertam que o Espírito Santo permanece em área de risco para arboviroses, principalmente por causa das condições climáticas favoráveis e da presença do vetor.
Um alerta recente da Organização Pan-Americana da Saúde aponta aumento sustentado de casos de chikungunya nas Américas entre o fim de 2025 e o início de 2026, o que pode favorecer novos surtos localizados.









