Olhos ardendo, vermelhos e com sensação de areia tendem a se tornar mais frequentes com a chegada do outono, que começa às 11h45 desta sexta-feira (20) no Hemisfério Sul. A estação, que segue até 21 de junho de 2026, deve ter temperaturas acima da média e redução das chuvas, cenário que favorece o ressecamento ocular e o aumento de alergias.
A combinação de menos umidade no ar e maior concentração de poluentes impacta diretamente a lubrificação natural dos olhos. O oftalmologista do Hospital de Olhos Vitória, Pedro Trés Vieira Gomes, explica que esse ambiente contribui para o surgimento de sintomas e doenças. Segundo ele, “esse clima com menos umidade do ar deixa os olhos menos lubrificados e mais expostos à poluição, também ficando mais suscetíveis a alergias e infecções”, o que exige atenção redobrada da população.
Doenças mais comuns no outono
Entre os problemas mais frequentes nesta época estão a síndrome do olho seco e a conjuntivite alérgica, que podem surgir isoladamente ou associadas a doenças respiratórias, também comuns no período.
Os principais sinais incluem sensibilidade à luz, coceira, vermelhidão, lacrimejamento, irritação, inchaço das pálpebras e secreção. Ao perceber esses sintomas, a orientação é buscar avaliação médica. O especialista alerta que “ao perceber qualquer sintoma, a pessoa deve procurar um oftalmologista e nunca usar medicação por conta própria porque pode agravar o quadro”.
Lentes de contato exigem mais cuidado
O uso de lentes de contato pode intensificar o desconforto ocular durante o outono. Isso porque a lubrificação natural dos olhos já tende a diminuir nessa época.
Pedro Trés Vieira Gomes afirma que “as lentes reduzem a lubrificação natural dos olhos, que já está menor nesta época do ano”, o que aumenta as chances de irritação, vermelhidão e lacrimejamento. A recomendação é suspender o uso ao primeiro sinal de desconforto e procurar um especialista.
Cuidados para evitar problemas
Medidas simples no dia a dia ajudam a reduzir os impactos do clima seco na saúde ocular. Manter a hidratação, proteger os olhos e reforçar a higiene são as principais recomendações.
O médico orienta beber líquidos com frequência e usar óculos de sol para proteger os olhos do vento e da poeira. Em ambientes fechados, especialmente com ar-condicionado, o uso de umidificadores pode ajudar a manter níveis adequados de umidade. Também é importante lavar as mãos regularmente, evitar compartilhar itens pessoais como toalhas e colírios e não coçar os olhos, já que isso pode aumentar o risco de infecções.
Entenda os principais quadros
A síndrome do olho seco é causada pela redução na produção de lágrimas, deixando a superfície ocular mais vulnerável. Entre os sintomas mais comuns estão a sensação de areia nos olhos, vermelhidão, coceira e irritação.
Já a conjuntivite alérgica é desencadeada, principalmente, pelo contato com poeira e outros agentes irritantes presentes no ar seco. O quadro provoca inflamação da conjuntiva e se manifesta com coceira, inchaço, lacrimejamento, secreção e desconforto visual.
Com o início do outono nesta sexta-feira (20), a orientação é observar os sinais e adotar medidas preventivas. Em caso de sintomas persistentes, a avaliação médica é essencial.









