Uma mulher de 56 anos morreu após ser atacada por um sagui em Santa Maria do Cambucá, Pernambuco, e contrair raiva humana. No ES, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), o último caso da doença foi registrado em 2023.
O caso, ainda segundo a Sesa, foi uma notificação importada, ou seja, um caso de fora que buscou tratamento no estado e morreu. A raiva humana é transmitida quando um animal infectado lambe, arranha ou morde uma pessoa.
Animais domésticos, como cães e gatos, silvestres (todas as espécies de morcegos, primatas, capivaras, guaxinim, gambás, quatis e equinos, bovinos, caprinos, ovinos e suínos) podem transmitir a doença, caso estejam infectados.
Em casos de mordida por esses animais, a orientação da Sesa é lavar bem a área ferida com água e sabão e procurar imediatamente a Unidade de Saúde mais próxima, para reportar o caso ao profissional, que dará continuidade aos métodos de profilaxia para cada caso.
O profissional poderá avaliar a indicação de observação do animal, caso seja passível. Em algumas situações é necessária a vacinação antirrábica humana pós-exposição ou reexposição. Na minoria dos casos a soroterapia com soro ou imunoglobulina antirrábica.
Educação em saúde
A Sesa destaca ainda a importância de a população evitar de se aproximar de cães e gatos errantes; não tocar ou alimentar saguis e nunca tocar em morcegos ou outros animais silvestres diretamente, principalmente quando estiverem caídos no chão ou encontrados em situações não habituais.
Além disso, é importante realizar anualmente a vacinação de cães e gatos, uma vez que é eficaz na prevenção da raiva nesses animais, o que consequentemente previne também a raiva humana.
Vacinação
As normativas do Ministério da Saúde, afirmam que a vacina da raiva é indicada como uma medida de prevenção às pessoas com risco de exposição permanente ao vírus da raiva, como profissionais e auxiliares de laboratórios de virologia e anatomopatologia para a raiva; profissionais que atuam na captura de quirópteros; médicos veterinários e outros profissionais que atuam constantemente sob risco de exposição ao vírus rábico (zootecnistas, agrônomos, biólogos).
Também é indicada para funcionários de zoológicos/parques ambientais, espeleólogos, estudantes de medicina-veterinária e estudantes que atuem em captura e manejo de mamíferos silvestres potencialmente transmissores da raiva; profissionais que atuam em área epidêmica para raiva canina de variantes 1 e 2, com registro de casos nos últimos cinco anos, na captura, na contenção, no manejo, na coleta de amostras, na vacinação de cães, que podem ser vítimas de ataques por cães.
Atenção
Pessoas com risco de exposição ocasional ao vírus, como turistas que viajam para áreas endêmicas ou epidêmicas para risco de transmissão da raiva, principalmente canina, devem ser avaliadas individualmente, podendo receber a profilaxia pré-exposição, dependendo do risco a que estarão expostas durante a viagem, além das que atuam no resgate e manejo de animais domésticos sem histórico conhecido (polícia ambiental, bombeiros e outros).
A vacina está disponível nos serviços de saúde e para recebê-la como profilaxia pré-exposição é necessário comprovar a atividade ocupacional.









