A sífilis é uma doença primariamente sexualmente transmissível, mas suas formas de contágio vão além das relações sexuais. Segundo a infectologista Ana Carolina D’Ettorres, a doença pode ser transmitida de mãe para filho durante a gestação ou por contato direto com lesões infecciosas.
Este sábado (19) marca o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. De acordo com a infectologista, os sintomas da sífilis variam conforme a fase da infecção. Na fase inicial, ela se manifesta por uma úlcera indolor na área de inoculação da bactéria, que muitas vezes passa despercebida. Embora comumente localizada na região genital, essa lesão pode aparecer em qualquer parte do corpo onde a bactéria tenha sido introduzida.
Após essa fase inicial, a lesão cicatriza, dando início à fase secundária da doença. Os sintomas podem incluir erupções cutâneas em todo o corpo, aumento dos gânglios linfáticos, febre e mal-estar. Sem tratamento, a sífilis pode entrar em uma fase latente, onde os sintomas se tornam silenciosos e podem durar anos, sendo diagnosticada apenas por exames específicos, como o VDRL ou FT-ABS.
Se não tratada adequadamente, a infecção pode evoluir para a sífilis terciária, causando complicações graves, como aneurismas da aorta, demência e paralisia do sistema nervoso central.
Sífilis congênita
Um aspecto alarmante da sífilis é seu aumento de prevalência, especialmente entre gestantes, onde pode levar à sífilis congênita. Esta forma da doença representa um risco significativo para os recém-nascidos, podendo resultar em morte ou causar lesões irreversíveis, como surdez, cegueira e malformações ósseas.
“A identificação e o tratamento adequados das gestantes são fundamentais para evitar a transmissão da sífilis congênita”, enfatiza D’Ettorres. A prevenção se concentra no uso de preservativos durante as relações sexuais e na realização de testes frequentes. “Quanto mais tratamos, menor a chance de a bactéria circular”, afirma a médica.
Embora a sífilis seja uma doença tratável com antibióticos, D’Ettorres alerta que é crucial seguir a orientação de um profissional de saúde. Além disso, destaca que a infecção pode ocorrer mais de uma vez, mesmo após tratamento adequado, reforçando a importância da prevenção e do acompanhamento médico contínuo.









