TDPM: quando a tensão pré-menstrual vira um transtorno

A mudança no corpo e humor pode sinalizar, para muitas mulheres, a chegada do período menstrual. Porém, para algumas, essa “tensão” pode sinalizar um transtorno, o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM).

A ginecologista Daniele Scherrer aponta que o TDPM é uma condição mais grave da Tensão Pré-Menstrual (TPM), que afeta uma parcela menor de mulheres. “O TDPM envolve sintomas semelhantes aos da TPM, mas em uma intensidade muito maior e com impacto substancial na qualidade de vida. Os sintomas do TDPM podem incluir depressão, raiva extrema, pensamentos suicidas, insônia e ansiedade grave, entre outros”.

A ginecologista Thaissa Tinoco explica que o TDPM difere de uma TPM quanto a intensidade dos sintomas. “Os sintomas são mais incapacitantes e intensos, podendo prejudicar o relacionamento dessa mulher com quem está à volta dela. É uma mudança mais grave do humor (raiva, depressão, tristeza), que pode atrapalhar o convívio dessa mulher com outras pessoas”.

A Presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Espírito Santo (SOGOES), Lúcia Helena Mello de Lima, ressalta que na TDPM predominam os sintomas psiquiátricos da TPM com agravamento. “É como se fosse uma forma mais grave da TPM que pode afetar as esferas sociais da mulher, por exemplo, o trabalho e a convivência com as pessoas”.

Quanto aos sintomas físicos, o TDPM se assemelha a TPM uma vez que também apresenta inchaço e sensibilidade nas mamas, aumento do peso, retenção líquida, dor de cabeça e cansaço, embora na maioria dos casos o transtorno concentre em sintomas emocionais.

“Não se sabe ao cero o que causa o transtorno, apenas que aqueles que tem predisposição genética ou pacientes que já têm algum transtorno psíquico – histórico de depressão ou tem histórico de alguma alteração psíquica, distúrbio bipolar –  têm uma maior chance de desenvolver o transtorno disfórico”, explica Daniele Scherrer.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do TDPM pode ser realizado por um médico ginecologia ou psiquiatria com base em uma avaliação clínica detalhada, que pode incluir a documentação dos sintomas ao longo do tempo e a exclusão de outras condições médicas que imitem os sintomas, como explica a médica.

“É importante destacar que o diagnóstico e o tratamento precoces são essenciais para auxiliar as pessoas a lidar com o TDPM e melhorar a qualidade de vida. Não hesite em procurar ajuda médica se suspeitar que a TPM tenha evoluído para um transtorno mais sério como o TDPM”, destaca Daniele Scherrer.

A ginecologista explica que o tratamento é baseado na mudança de estilo de vida, que pode:

  • Evitar a ingestão de cafeína, chocolate e carboidrato que retém mais líquido;
  • Aumentar a ingesta de frutas, verduras e legumes;
  • Fazer atividade física física;
  • Consumir alimentos que ajudam na TPM: castanha e oleaginosas;
  • Casos de Transtorno Disfórico grave (é indicado iniciar medicação antidepressivo).

 

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