O fotógrafo Bruno Baketa se tornou um dos principais tópicos de discussão no Twitter depois que uma mulher expôs ter sido amante dele. Ocorre que Bruno ficou conhecido na por escrever emocionantes cartas dirigidas à falecida esposa, Ivy Beatriz, que morreu devido à síndrome de Klippel-Trenaunay.
A síndrome de Klippel-Trenaunay, uma condição rara e pouco conhecida, é caracterizada por uma tríade sintomática única que inclui malformações vasculares, hipertrofia óssea e crescimento anormal de tecidos moles. Esta doença complexa pode impactar significativamente a qualidade de vida dos afetados.
O angiologista e cardiologista vascular, Marcelo Corassa, explica que a síndrome de Klippel-Trenaunay é um combinado de malformações capilares, venosas e, às vezes, linfáticas, geralmente de baixo fluxo, mas que pode ser acompanhada de microfístulas arteriovenosas e, por vezes, fístulas grandes que comprometem o membro afetado e, dependendo do diâmetro, até a vida.
É uma doença congênita não hereditária, comprometendo com mais frequência membros inferiores. Pode ser uni ou bilateral, caracterizada por alterações anatômicas de vasos e persistência de canais venosos embrionários que geram aumento de comprimento e volume do membro comprometido.
“O diagnóstico é, basicamente, clínico. O ultrassom com Doppler avalia alterações venosas e possibilidade de fístulas. Pode-se fazer uma flexografia para localizar fístulas maiores e programar um tratamento cirúrgico”, diz Corassa.
O cirurgião vascular explica que as opções de tratamento são a retirada dos trajetos dilatados, ligaduras ou oclusões de fístulas e embolizações de lagos venosos. Não existe cura, apenas tratamento das alterações vasculares.
Segundo o angiologista Breno Seabra, a origem da doença não é bem definida e ela se apresenta, na maioria das vezes, desde o nascimento. O diagnóstico é difícil, baseando-se na visualização de alterações vasculares e de crescimento demasiado dos membros com a evolução da idade. “O tratamento, em geral, é conservador, sendo as intervenções limitadas ao tratamento das complicações. Infelizmente, não há uma cura definitiva até o momento”, explica ele.
O angiologista Leonardo Lessa explica que a síndrome de Klippel-Trenaunay é caracterizada pela presença de manchas de cor vinhosa, hipertrofia óssea e dilatação das veias. É comum o paciente sentir dor e limitações de movimento dos membros acometidos.
“As causas ainda não são bem definidas e o surgimento está relacionado à alteração congênita. Não existe cura para a doença e sim o controle dos sintomas e complicações, como prevenção de trombose, infecção da pele, sangramentos, dentre outros”, informa o especialista.
Lessa afirma que os impactos da doença nas pessoas que possuem essa síndrome são emocionais e físicos. A restrição do membro pode levar à perda de mobilidade do paciente e até mesmo a amputação de algum segmento dele. Em casos mais graves, a síndrome pode levar à morte devido as complicações.









