A nova pesquisa do Instituto Perfil, publicada pelo ES Hoje, traz um recado claro para o tabuleiro político capixaba: há um favorito neste momento, mas longe de um cenário definido. No principal recorte para o governo do Estado, o do segundo turno, Lorenzo Pazolini (Republicanos) aparece à frente com 39,11%, enquanto o governador Ricardo Ferraço (MDB) soma 26,83%.
A diferença, de pouco mais de 12 pontos percentuais, indica uma vantagem consistente do ex-prefeito de Vitória, que mesmo sem o peso da máquina pública mantém capilaridade eleitoral.
Cautela
Mas a leitura exige cautela. Há um volume relevante de eleitores ainda fora da decisão, entre indecisos (9,61%), brancos/nulos (7,5%) e NS/NR (7,22%). Somados, representam mais de 24% do eleitorado. É um contingente que, na prática, pode redefinir completamente a disputa.
Polos
Além disso, os polos representados por nomes como Helder Salomão (9,72%) e Magno Malta (12,61%), no recorte do primeiro turno, funcionam como peças-chave. O destino desses votos, em um eventual afunilamento da eleição, tende a ser decisivo, especialmente em um cenário de segundo turno.
Peso I
Do lado de Ricardo Ferraço, há ainda uma variável relevante: o peso institucional. A condição de governador pode oferecer visibilidade, agenda positiva e capacidade de articulação. Historicamente, a “caneta” costuma influenciar, ainda que não garanta vitória.
Peso II
Por outro lado, Pazolini carrega uma vantagem que não pode ser ignorada. Mesmo fora da Prefeitura de Vitória, mantém um patamar elevado de intenção de voto, o que sugere recall, identificação e uma base já consolidada. É um ativo político importante, sobretudo no início de ciclo.
Desafio
O desafio para o grupo de Ricardo, herdeiro político da gestão de Renato Casagrande (PSB), será justamente entender como reduzir essa diferença inicial e capturar parte do eleitor ainda indeciso ou disperso entre candidaturas alternativas.
Frente
Na disputa pelo Senado, o cenário é ainda mais dinâmico. Renato Casagrande aparece com ampla vantagem, liderando com 28,68% das intenções de voto, no panorama com mais nomes, o que o coloca em posição confortável na corrida por uma das vagas. A segunda cadeira, no entanto, segue como o grande ponto de interrogação da eleição.
Corrida I
Nomes como Fabiano Contarato (9,29%), que busca a reeleição, e Sergio Meneguelli (8,67%), que tenta viabilizar sua chegada ao Senado, aparecem próximos e dentro de uma margem que indica disputa aberta. O retrato é claro: não há um segundo nome consolidado.
Corrida II
Com índices ainda relevantes de indecisos (6,04%) e NS/NR (5,93%), além de um eleitorado pulverizado entre diversas candidaturas, a definição da segunda vaga tende a depender diretamente da dinâmica da campanha. Transferência de votos, alianças e desempenho na reta final serão determinantes.
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Tropa de choque I
O governo estadual teve saída de tropa de choque relacionada ao ex-governador Renato Casagrande (PSB). A primeira mais contundente foi de Valésia Perozini da chefia de gabinete.
Tropa de choque II
Para seu lugar veio Flávia Mignoni, que antes era a superintendente de comunicação. Raphael Marques a substitui. Flávia terá missão de articulação de Ricardo.
Tropa de choque III
Quem também saiu foi Adriano Zucolotto, assessor de primeira hora de Casagrande. Todas as saídas foram pacíficas.
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Agenda em Vitória
Ricardo, ao lado do prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), realiza nesta quinta o evento Vamos Nessa em Vitória. Será teste de verificação de quórum com as lideranças da Capital.
Efeito Cury?
O escritor Augusto Cury (Avante) teve pontuação em levantamento de intenção eleitoral que surpreendeu. Será que isso ajuda o colega de partido, o senador Marcos Do Val (Avante), que busca a reeleição?
Duro golpe?
Resultado da votação do deputado federal Gilson Daniel (Podemos) na tentativa de vaga no Tribunal de Contas da União foi visto como um duro golpe. Tem até, nos bastidores, quem questione sua capilaridade em Brasília.
Reeleição
Foco agora de Gilson passa para tentar reeleição na Câmara dos Deputados. Ele e Serginho Vidigal, herdeiro do ex-prefeito da Serra Sergio Vidigal (PDT), são vistos como os cabeças da chapa do partido.
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Caravana para o Rei
É esperada presença de caravana de políticos para o show de Roberto Carlos, neste domingo (19), em Cachoeiro de Itapemirim. O cantor celebrará 85 anos.
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Pai e filha

A vereadora de Vitória, Karla Coser (PT), visitou o pai, deputado estadual João Coser (PT), na Assembleia Legislativa. Na pauta, turismo.
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