Pazolini faz desfile acelerado no Carnaval

O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), protagonizou um “desfile” — político — em ritmo acelerado durante o Carnaval. Circulou por diversos municípios com a clara intenção de sinalizar que está com o bloco na rua para a disputa deste ano.

O republicano é fortemente cotado para concorrer ao governo do Estado. Na avaliação de analistas, é figura consolidada na Grande Vitória, mas ainda precisa ampliar sua presença e capilaridade no interior.

Ao longo da folia, concentrou agendas em cidades do Sul capixaba, região onde o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) mantém tradição eleitoral, e também em áreas nas quais o governador Renato Casagrande (PSB) costuma registrar alta popularidade, como Piúma e Anchieta, este último conhecido como reduto de descanso do socialista.

Enquanto Pazolini dividia o tempo entre a capital e os compromissos de seu bloco de pré-candidatura, seu mais recente aliado, o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), manteve-se em compasso mais alinhado à folia canela-verde. Pode ser apenas coincidência. Ou um indicativo das ambições de cada um.

Voltando ao prefeito da Capital, chama atenção o fato de suas agendas mais recentes terem ocorrido justamente em territórios onde o grupo adversário possui maior influência. No ritmo carnavalesco, a estratégia pode soar como irreverência ou provocação. Pode. Mas também pode representar uma tentativa calculada de conquistar atenção e simpatia em um período em que, teoricamente, há menor resistência a movimentos mais ousados. Em tese, claro.

No rescaldo da festa, Pazolini iniciou a Quarta-Feira de Cinzas na feira de Nova Almeida, na Serra, município administrado por Weverson Meireles (PDT) e que abriga a força política de Sergio Vidigal (PDT), ambos aliados de Casagrande e de Ricardo.

Costuma-se dizer que o ano começa depois do Carnaval. Para prefeitos com pretensões eleitorais, como Pazolini, restam menos de dois meses para ajustar o planejamento político. É pouco tempo. Sob esse prisma, justifica-se um circuito tão diversificado durante a folia. Mas convém lembrar: desfile acelerado, para escolas de samba, pode comprometer evolução e harmonia. E, na política, perder o compasso significa arriscar nota preciosa. Em outubro, isso atende pelo nome de voto.

Mais uma vez

O deputado federal Evair de Melo (PSDB) acompanhou, mais uma vez, Pazolini em agendas no interior. Evair já vem tendo o nome ventilado para possível vaga de vice, como o ES Hoje publicou.

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Pazolini faz desfile acelerado no CarnavalJuntos I

Casagrande e o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), posaram juntos para foto na terça-feira (17). “Parceria em prol do nosso Espírito Santo”, dizia a legenda escrita por Marcelo.

Juntos II

O samba não atravessou, por sinal, visto que, na semana passada, Marcelo demonstrou muito descontentamento pelo fato de o secretário de Estado do Meio Ambiente, Felipe Rigoni, deixar o União Brasil e ir para o PSB de Casagrande.

Juntos III

Marcelo é defensor ferrenho da candidatura de Ricardo ao governo do Estado. Ele compõe a liderança da federação União Progressista ao lado do deputado federal Da Vitória (Progressistas), que preside o grupo. Da Vitória, por sinal, marcou presença no Carnaval no Norte do Estado.

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Quase onipresente

A vereadora de Vitória Karla Coser (PT) foi figurinha carimbada no Carnaval da Capital. “Se jogou” até quando carro-pipa foi refrescar folionas e foliões.

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Pazolini faz desfile acelerado no Carnaval

Nas mãos de Nossa Senhora

O vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB), visitou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte (SP), com a esposa, Vivian, e o filho Arthur, na terça-feira de Carnaval. “Renovando a fé e o compromisso de servir aos capixabas com coragem e humildade”, refletiu o emedebista.

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Campanha da Fraternidade I

O tema deste ano da Campanha da Fraternidade, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é “Fraternidade e Moradia”. O assunto reflete o problema de que milhões de brasileiros não têm casa para chamar de sua e que milhares vivem nas ruas.

Campanha da Fraternidade II

É realidade a presença de diversas pessoas em situação de rua no Estado, especialmente na Grande Vitória. O tema é recorrente em ano eleitoral.

Campanha da Fraternidade III

As homilias de padres e bispos durante a Campanha da Fraternidade, no Espírito Santo, costumam reverberar.

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Na moita

Dizem que houve disputas políticas para ver quem tinha mais “sede” no Carnaval. Aquele famoso copo sem fundo. Dizem também que houve imposição de “lei seca” para outro. Risos.

Tá na rede

“Gestão de resultados é isso: planejar com responsabilidade e entregar com eficiência.”

Gilson Daniel (Podemos), deputado federal

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