A movimentada semana na política capixaba foi marcada por pesquisa realizada pelo Instituto Perfil e publicada por ES Hoje, bem como aceno de um político para o bolsonarismo.
Acompanhe o resumo dos fatos e das análises da semana!
Liderança I
Mais uma vez, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), aparece na liderança das intenções de voto para as eleições do ano que vem para governador. Lembrando que este é um retrato do agora, podendo haver muita modificação. Mas há um jogo em aberto.
Liderança II
No cenário sem o ex-governador Paulo Hartung (a caminho do PSD), Pazolini tem 23,86% do recall. Logo depois vêm Sergio Vidigal (PDT), 16,25%; Arnaldinho Borgo (sem partido), 13,81%; Ricardo Ferraço (MDB), 12,09%; e Euclério Sampaio (MDB), 8,16%.
Liderança III
Em todos os panoramas contra nomes que são ventilados para terem apoio da atual gestão do Palácio Anchieta, o republicano venceria no segundo turno, conforme retrato de hoje mostrado pela pesquisa. Seu desafio, porém, é conseguir grupo e musculatura, principalmente no interior.
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E aí?
Desafio do governo é encontrar qual nome tem maior capilaridade e mais chance de manter o grupo no poder. A princípio, a escolha ficaria por Ricardo, por ser o sucessor natural do governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), mas muito ainda será avaliado. Afinal, eventual derrota seria muito ruim para os planos do socialista.
Folga
Casagrande, por sua vez, demonstra alta robustez para encarar campanha ao Senado. A segunda vaga é uma incógnita, apontando para favoritismos do ex-governador Paulo Hartung (a caminho do PSD) e do deputado estadual Sergio Meneguelli (Republicanos).
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Recall I

Falando em Hartung, o ex-governador demonstra bom recall tanto para possível campanha ao Palácio Anchieta quanto para o Senado. Nas redes sociais, anda espalhando fotos antigas de quando foi candidato a deputado federal e a deputado estadual.
Recall II
Sempre há mistério com relação a Hartung. Em âmbito estadual, como alguns brincam, “tudo pode acontecer, inclusive nada”.
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Efeito colateral I
As pesquisas devem também balizar o interesse pela vaga de vice na chapa que tiver o endosso governista. Caso o escolhido para a cabeça seja mesmo Ricardo Ferraço, há um interesse ainda maior.
Efeito colateral II
O ajuste fino na chapa que vier abençoada por Casagrande e que, caso venha mesmo com Ricardo na cabeça, terá um detalhe a mais: se vitorioso, o emedebista só poderá ficar quatro anos no poder e aí “o” ou “a” vice fica, automaticamente, mais visado (a) para a disputa de 2030.
Efeito colateral III
No frigir dos ovos e tendo, de fato, alta chance de conquista, a chapa de Ricardo pode trazer mudanças de planos para políticos que atualmente acenam para um tipo de desejo no pleito. E se tudo der certo, quem ficar com a vice pode sonhar com a cadeira mais poderosa para 2030. Nada mal.
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Aceno ao bolsonarismo I
Pazolini vem afinando seu discurso e movimentações políticas em uma direção clara: consolidar-se como um nome de confiança do campo da direita capixaba – e, também, do eleitorado bolsonarista para o pleito do Palácio Anchieta, no ano que vem.
Aceno ao bolsonarismo II
Ele, que tem uma trajetória marcada por posicionamentos de centro-direita, evitou em 2022 declarar apoio à reeleição de Jair Bolsonaro (PL), em uma postura interpretada por muitos como de preservar uma imagem de independência em meio à polarização. No entanto, com o olhar já voltado para 2026 — quando é cotado como potencial candidato ao governo do Espírito Santo —, o cenário é outro.
Aceno ao bolsonarismo III
A postagem nas redes sociais, no último dia 5, em que o prefeito defende a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, representa um gesto claro de aproximação com as bases bolsonaristas. O discurso da anistia tem sido encampado por aliados de Bolsonaro e por parlamentares do PL, e funciona hoje como uma espécie de senha ideológica: quem fala sobre o tema se alinha, ainda que indiretamente, à narrativa de que os acusados são vítimas de um suposto “excesso” do Judiciário.
Aceno ao bolsonarismo IV
Pazolini também vem sinalizando de maneira prática essa aproximação. A nomeação da ex-deputada federal Soraya Manato (Progressistas) – uma das mais fiéis aliadas de Bolsonaro no Estado – para um cargo na administração municipal foi um desses movimentos. Outro nome que reforça essa tendência é o do ex-secretário estadual de Segurança Pública Coronel Alexandre Ramalho, igualmente identificado com pautas conservadoras e o grupo político bolsonarista.
Aceno ao bolsonarismo V
Em resumo, Pazolini parece ter deixado para trás a neutralidade calculada de 2022. Seu discurso e suas nomeações recentes apontam para um reposicionamento político, que busca captar o capital eleitoral bolsonarista no Espírito Santo. O gesto em favor da anistia não é apenas uma opinião pessoal: é um recado político claro de quem quer ser reconhecido como um nome viável pela direita em 2026.
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Foto da semana

O deputado federal Evair de Melo (Progressistas) segue com seus giros por todo o Estado. Um de seus destinos foi Guarapari, onde se encontrou com o prefeito Rodrigo Borges (Republicanos). Borges, por sinal, vem tendo boa relação com Casagrande, a quem Evair faz oposição.
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Desejamos um ótimo fim de semana!










