“Imagina, 1 milhão de votos. É muita responsabilidade”. Foi com essa frase que Lorenzo Pazolini (Republicanos) resumiu, na noite deste domingo (04), o resultado que o levou ao segundo turno da disputa pelo governo do Espírito Santo. O ex-prefeito de Vitória terminou a primeira etapa da eleição na liderança, com 1.048.633 votos, o equivalente a 49,65% dos votos válidos, e ficou a poucos pontos de vencer a disputa já no primeiro turno.
A diferença para uma vitória definitiva, porém, não elimina a principal marca política da votação: Pazolini chega à segunda etapa como o candidato mais votado e enfrentará o atual governador Ricardo Ferraço (MDB), que busca a reeleição e conta com a estrutura do governo estadual e o apoio de grande parte dos prefeitos capixabas. O resultado representa uma vitória parcial para Pazolini. A definição sobre quem comandará o Espírito Santo pelos próximos quatro anos ficará para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Ao comentar a votação, o ex-prefeito atribuiu o desempenho ao trabalho realizado durante a campanha e agradeceu aos eleitores e apoiadores. Segundo ele, a votação mostrou que há espaço para uma alternativa política no Estado.
“Quero agradecer a vocês que levaram essa campanha do suor, na raça, da alegria, e que nos mostraram que existe uma esperança no Espírito Santo. Imagina, 1 milhão de votos. É muita responsabilidade”, afirmou.
Pazolini também comparou o cenário atual com sua trajetória na disputa pela Prefeitura de Vitória. Na avaliação dele, a campanha para o governo reproduziu características da eleição municipal, quando conseguiu avançar ao segundo turno e depois conquistar a vitória.
“Vamos trabalhar muito mais agora no segundo turno para confirmar e para expandir esses votos, como nós fizemos na nossa primeira campanha para prefeito. Foi do mesmo jeitinho, da mesma forma. Naquele momento nós não tivemos um número tão expressivo de votos no primeiro turno, mas saímos vencedores do segundo turno com uma força muito grande”, disse.
A fala indica a estratégia para a próxima etapa da eleição: ampliar a votação para além da base que garantiu a liderança no primeiro turno e buscar eleitores que optaram por outros candidatos ou que não compareceram às urnas.
O desempenho de Pazolini também altera o cenário inicialmente projetado para a sucessão estadual. Ferraço, que disputou a eleição com a máquina do governo e uma ampla rede de apoios municipais, terá agora mais três semanas para tentar reverter a vantagem do adversário.
Na reta final do primeiro turno, Pazolini apostou em uma campanha marcada pela mobilização de apoiadores e pela defesa da mudança no comando do Estado. Com quase metade dos votos válidos, chega ao segundo turno em posição competitiva, mas ainda precisa conquistar mais de 50% dos votos válidos para assumir o Palácio Anchieta.
Na noite da votação, o candidato adotou tom de agradecimento e prometeu manter o diálogo com o eleitorado.
“Nós vamos continuar trabalhando, dialogando. Vamos continuar levando esperança e alegria, como fizeram no primeiro turno, porque é isso que o Espírito Santo quer, deseja. Esse resultado tão eloquente mostra que o capixaba tem o coração grandão e que a política é uma verdadeira ferramenta de transformação social”, afirmou.
A partir de agora, a disputa muda de formato. Sem os demais candidatos na corrida, Pazolini e Ferraço terão 20 dias para ampliar alianças, conquistar os votos dos concorrentes derrotados e convencer os eleitores que ainda não definiram seu voto. A vantagem obtida por Pazolini no primeiro turno é relevante, mas a eleição permanece aberta até a votação de 25 de outubro.










