O cenário de alianças para a disputa do Palácio Anchieta ganhou novo capítulo nesta terça-feira (13). O diretório estadual do Partido Novo no Espírito Santo oficializou o apoio à candidatura de Lorenzo Pazolini (Republicanos) na votação decisiva do próximo dia 25 de outubro.
A decisão, sacramentada em nota assinada pelo presidente estadual da sigla, Iuri Aguiar, consolida a adesão formal de mais uma legenda de perfil liberal-conservador ao projeto do ex-prefeito da capital. Pazolini já conta em seu arco de apoios com legendas como Podemos, União Brasil e o PL — partido da candidata a vice na chapa, Eliane Leal.
O movimento da direção partidária formaliza uma posição antecipada pelo candidato derrotado do Novo no primeiro turno, Leonardo Monjardim, que declarou apoio a Pazolini logo após a apuração das urnas.
Discurso pautado em gestão e responsabilidade fiscal
Na nota divulgada pelo Novo, a direção estadual justifica o alinhamento com base na convergência de pautas administrativas e econômicas:
“Essa manifestação está fundamentada no compromisso com princípios essenciais à administração pública, como ética, responsabilidade fiscal, transparência, eficiência na gestão e respeito ao cidadão”, afirma o comunicado emitido pelo diretório.
O documento reforça ainda a necessidade de continuidade em diretrizes como o desenvolvimento econômico e o fortalecimento da segurança pública no Estado.
A disputa pelo Palácio Anchieta
Lorenzo Pazolini encerrou o primeiro turno na liderança, com 49,65% dos votos válidos, e disputa o comando do Executivo capixaba contra o atual governador e candidato à reeleição, Ricardo Ferraço (MDB), que obteve 34,06% da preferência.
Com a adesão do Novo, o candidato do Republicanos busca consolidar os votos da direita e do eleitorado liberal, enquanto o bloco governista trabalha para atrair legendas de centro e da base aliada rumo à votação final.
Análise dos bastidores:
Estratégia de consolidação: Ao garantir o Novo, a campanha de Pazolini busca evitar a dispersão de votos à direita e focar a narrativa no contraste de propostas de gestão pública contra a atual administração.
Peso simbólico: Embora o Novo represente uma fatia menor do eleitorado no primeiro turno, o respaldo reforça o discurso técnico e focado na responsabilidade fiscal adotado por Pazolini na fase decisiva da campanha.










