Carlos Manato afirmou que o indiciamento do governador Renato Casagrande e do ex-deputado federal Felipe Rigoni pela Polícia Federal (PF) representa um passo para restabelecer a verdade sobre as acusações feitas durante a campanha eleitoral de 2022, quando disputou o Governo do Espírito Santo pelo PL.
“Quatro anos depois, a verdade começa a ser restabelecida. Demorou mais do que deveria. Mas é sempre tempo de desmascarar quem espalha fake news, destrói reputações e tenta vencer uma eleição à custa da honra alheia”, declarou Manato em nota divulgada nesta segunda-feira (19).
A PF concluiu o Inquérito Policial nº 2022.0079629-SR/PF/ES, que investigou a divulgação de conteúdos considerados inverídicos durante a campanha eleitoral de 2022. O relatório final, assinado pelo delegado federal Fernando Amorim, formalizou o indiciamento de Casagrande e Rigoni por suspeita de crime eleitoral, com base no artigo 323, § 2º, inciso I, do Código Eleitoral, que trata da divulgação de fatos sabidamente inverídicos sobre candidatos durante a propaganda eleitoral, inclusive nas redes sociais.
A investigação começou após uma notícia-crime apresentada por Manato, que apontou a divulgação de conteúdos na imprensa, nas redes sociais e no horário eleitoral gratuito associando seu nome ao crime organizado e a grupos de extermínio no Espírito Santo.
A controvérsia envolveu a antiga Scuderie Detetive Le Cocq. Durante o segundo turno de 2022, vídeos e peças de propaganda atribuíram a Manato participação no grupo, responsabilizado por homicídios no Estado na década de 1990. Em depoimento à PF, ele afirmou que se filiou à entidade em meados daquela década para realizar trabalhos filantrópicos e que se afastou após tomar conhecimento do envolvimento ilícito de outros integrantes. Manato negou ligação com atividades criminosas.
Na nota, o ex-candidato afirmou acreditar que as acusações prejudicaram seu desempenho eleitoral. “Tenho a convicção de que aquela mentira me custou a eleição de 2022”, declarou. Ele também criticou o tempo transcorrido até a conclusão da investigação, argumentando que a demora dificulta a reparação dos danos à honra e não permite recuperar votos que, segundo ele, foram influenciados pelas acusações.
Manato disse ainda que espera que os responsáveis respondam pelos atos, respeitado o devido processo legal. Ao relacionar o caso ao atual período eleitoral, concluiu: “Em 2022, tentaram vencer nas urnas com uma mentira. Em 2026, a verdade começa a cobrar a conta.”
O indiciamento é uma etapa da investigação policial e não representa, por si só, condenação criminal.










