25% dos eleitores de Flávio Bolsonaro dizem escolher candidato para derrotar Lula, aponta Datafolha

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (8) mostra que 25% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) escolhem o candidato por quererem derrotar o presidente Lula (PT). O percentual dos que escolhem o atual mandatário para bater o senador é de 13%.

Ao considerar todo o eleitorado, são 76% que afirmam escolher o melhor candidato da eleição, ante 19% os que dizem querer derrotar o adversário.

A pesquisa Datafolha sobre a corrida eleitoral foi realizada da terça-feira (6) a esta quarta-feira (7). No levantamento encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, registrado com o código BR-02949/2026 na Justiça Eleitoral e com margem de erro de dois pontos para mais ou menos, foram ouvidas 2.520 pessoas com mais de 16 anos. O nível de confiança é de 95%.

Uma parcela de 6% dos eleitores afirma que ainda pode mudar de voto no segundo turno da eleição presidencial deste ano. Já 94% se dizem convictos de sua escolha, que no próximo dia 25 será entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

O índice de certeza no voto é de 94% entre quem opta pelo senador filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que ficou com 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, realizado no domingo passado (4).

Já entre os eleitores declarados do presidente, se dizem convictos da escolha 94%. O petista obteve 45,16% dos válidos — o voto como é contado pelo Tribunal Superior Eleitoral, excluindo brancos e nulos.

A campanha do petista, frustrada pelo resultado adverso, tem focado em tentar tirar de casa parte do eleitorado que não foi às urnas no domingo. A abstenção foi recorde para uma primeira rodada, 21,08%, ou 33,4 milhões de pessoas.

Mas tanto Lula quanto Flávio também miram os indecisos e os pendulares, justamente esse contingente que admite mudar de voto. Para tal, o senador tem se apresentado como praticamente eleito, brandindo apoios e a grande votação que a direita teve para o Congresso como garantia de governabilidade que o petista não tem.

Já o presidente, em seus primeiros movimentos, busca fazer a comparação entre biografias e explicitar aspectos controversos das propostas do rival, associando promessas de austeridade fiscal com cortes de direitos, e explorando casos como a proximidade de Flávio com milicianos e com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – IGOR GIELOW

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