Com R$ 1,2 bi repassados a prefeituras, Fundo Cidades vira principal cartão de visitas de Manu

À medida que o calendário eleitoral avança no Espírito Santo, os bastidores da política capixaba evidenciam como a gestão e a distribuição de recursos públicos se transformaram no principal motor para quem almeja uma vaga na Câmara dos Deputados em Brasília. No centro dessa estratégia está a ex-secretária de Estado do Governo e de Economia e Planejamento, Emanuela Pedroso (conhecida como Manu Pedroso), que coloca a coordenação do Fundo Cidades como o grande pilar de sua pré-campanha.

Entre 2022 e 2025, o mecanismo de descentralização orçamentária injetou mais de R$ 1,2 bilhão diretamente nos cofres das prefeituras capixabas. O montante faz parte do pacote histórico de R$ 26,6 bilhões investidos pelo Governo do Estado do Espírito Santo desde 2019, durante as gestões de Renato Casagrande e Ricardo Ferraço.

O peso do Fundo Cidades na política regional

Do total de investimentos estaduais realizados nos últimos anos, 25,3% foram destinados diretamente aos municípios. Sob a coordenação de Emanuela Pedroso nas pastas de Planejamento e Governo, esses repasses financiaram projetos de infraestrutura urbana, como:

  • Prevenção de desastres naturais: Obras de macrodrenagem, contenção de encostas e barragens em municípios das regiões Noroeste, Nordeste, Centro-Oeste e Rio Doce;

  • Mobilidade e pavimentação: Recuperação de estradas vicinais e calçamento de vias urbanas e rurais;

  • Equipamentos públicos: Construção e reforma de unidades de saúde, creches, praças e complexos esportivos.

Capital político e articulação com prefeitos

Para analistas políticos, a trajetória da ex-secretária — que acumula passagens como vereadora e prefeita de Alto Rio Novo, secretária municipal em Viana e diretora da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes) — revela uma tática tradicional de consolidação regional: transformar o trânsito direto com prefeitos e vereadores na liberação de convênios em apoio político pulverizado pelo interior do Estado.

Enquanto adversários políticos e setores da oposição costumam monitorar com lupa o uso da vitrine administrativa em ano eleitoral, a ex-secretária argumenta que a entrega de obras e o conhecimento técnico da máquina pública são credenciais legítimas para pleitear um mandato federal.

A disputa pelas cadeiras do Espírito Santo em Brasília promete ser acirrada, e a capacidade de demonstrar articulação direta entre o Palácio Anchieta, as prefeituras e a União será um dos temas centrais do debate político nos próximos meses.

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

.column-title { display: flex; align-items: center; margin-bottom: 10px; color: #009cde; font-family: ES_Hoje !important; font-size: 20px !important; font-weight: 600 !important; }.box { border: 2px solid #009cde; border-radius: 20px; width: 180px; height: 35px; padding: 5px; display: flex; justify-content: center; align-items: center; }.line { border-top: 2px solid #009cde; flex-grow: 1; height: 0; margin-left: 10px; }
Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

.ncolumn-title { display: flex; align-items: center; margin-bottom: 10px; color: #757575; font-family: ES_Hoje !important; font-size: 20px !important; font-weight: 600 !important; }.nbox { border: 2px solid #757575; border-radius: 20px; width: 230px; height: 35px; padding: 5px; display: flex; justify-content: center; align-items: center; }.nline { border-top: 2px solid #757575; flex-grow: 1; height: 0; margin-left: 10px; }
Notícias Relacionadas