Os bastidores políticos que antecedem as discussões para as Eleições 2026 ganharam um novo desdobramento na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). O deputado estadual Alcântaro Filho (Republicanos) protocolou um projeto de lei que institui o selo “Autoridade Transparente”, voltado a agentes públicos em exercício que optarem, de maneira voluntária, por realizar o exame toxicológico no estado. A adesão prevista no texto engloba cargos de chefia do Poder Executivo e do Legislativo capixaba, incluindo o governador, o vice-governador, secretários de Estado e deputados estaduais.
A iniciativa foi anunciada formalmente em plenário pelo parlamentar, que justificou a apresentação da matéria após a intensa repercussão de um debate digital entre apoiadores de virtuais pré-candidatos ao Governo do Estado. O embate nas redes sociais ganhou tração após declarações públicas do atual governador, Ricardo Ferraço (MDB), durante um evento corporativo realizado em Vitória, onde defendeu que agentes políticos devem manter coerência de comportamento entre a vida pública e familiar.
Em resposta, correligionários do prefeito de Vitória e potencial concorrente ao Palácio Anchieta, Lorenzo Pazolini (Republicanos), passaram a levantar e defender publicamente a necessidade de testes toxicológicos para todos os postulantes ao Governo do Espírito Santo no pleito de 2026.
Repercussão de debate sobre as Eleições 2026 motivou proposta
Ao detalhar a tramitação da proposta na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Alcântaro Filho pontuou o vínculo direto entre as discussões recentes do cenário político capixaba e a formatação do projeto de lei em plenário.
“Eu protocolei nesta data um projeto de lei. Na última semana nós tivemos um debate onde o pré-candidato ao governo, Lourenço Pasolini, se propôs a fazer ali o teste toxicológico e esse debate ganhou repercussão na sociedade. Portanto, eu apresentei um projeto nessa Casa criando o selo Autoridade Transparente para que, voluntariamente, o governador, o vice, secretário, os deputados, os detentores de cargo público possam se dispor a fazer o exame toxicológico no Estado do Espírito Santo”, declarou o deputado.
Exemplo para categorias profissionais e combate ao crime no ES
A fundamentação do projeto de lei baseia-se em dois eixos principais apresentados pelo autor da proposta: o combate ao tráfico e o alinhamento da classe política a exigências técnicas que já são impostas por lei federal a diversas categorias de trabalhadores do setor privado e de serviços essenciais na Grande Vitória e no interior do Estado.
“Por duas razões. Primeiro, porque nós temos que combater as drogas, combater o crime e nós precisamos estar dando exemplo. E segundo, porque nós temos vários profissionais trabalhando dia a dia que precisam ser submetidos a esse teste. Existem os caminhoneiros, os motoristas de Transcol, vários trabalhadores profissionais que precisam fazer exame toxicológico para terem aptidão profissional e nada mais justo do que a classe política dar o exemplo”, argumentou Alcântaro Filho.
Caráter voluntário do selo “Autoridade Transparente”
O texto do projeto protocolado na Ales estipula expressamente o caráter facultativo da medida. Caso a proposta receba parecer favorável nas comissões temáticas da Casa, seja aprovada em plenário pelos deputados estaduais e, posteriormente, sancionada pelo Poder Executivo, o selo passará a funcionar como um instrumento oficial de certificação e transparência gerido pelo Estado, conferido estritamente às autoridades públicas que submeterem seus respectivos laudos laboratoriais de forma regular à fiscalização.










