Pela primeira vez, o setor produtivo de rochas naturais do Brasil será tema de uma sessão solene no Congresso Nacional. A homenagem foi solicitada pela bancada de deputados federais do Espírito Santo, maior estado exportador do segmento, e está marcada para o dia 11 de fevereiro, às 11h, no Plenário Ulysses Guimarães, da Câmara dos Deputados, em Brasília.
A sessão será conduzida pelo líder da bancada capixaba, o deputado federal Josias Da Vitória, e integra a agenda oficial do Legislativo. O setor é representado nacionalmente pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) e reúne empresas e entidades que atuam nos principais polos produtivos do país.
Participam da cerimônia entidades sindicais do setor, como o Sindirochas, do Espírito Santo; o Sinrochas, de Minas Gerais; e o Simagran, do Ceará, estados que concentram os maiores volumes de produção e exportação de rochas naturais no Brasil. Também estão previstas participações do Centro Tecnológico do Mármore e Granito (Cetemag) e da Rochativa, associação ligada ao setor no Espírito Santo.
O setor de rochas naturais responde por cerca de 480 mil empregos diretos e indiretos no país. O Brasil ocupa a quarta posição entre os maiores produtores mundiais e a quinta colocação entre os exportadores, com participação de aproximadamente 7% do comércio internacional do segmento. O país possui mais de 1.200 variedades de materiais, exploradas comercialmente.
Em 2025, as exportações brasileiras de rochas naturais alcançaram US$ 1,48 bilhão, crescimento de 17,5% em relação ao ano anterior. Os produtos são destinados a 132 países, com os Estados Unidos como principal mercado, concentrando 53,6% das vendas externas, seguidos por China, Itália, México, Reino Unido e Espanha.
O Espírito Santo lidera o setor no país, concentrando 78,5% do valor exportado em 2025, cerca de US$ 1,2 bilhão, além de responder por aproximadamente 30% dos empregos do segmento e por cerca de 10% do PIB estadual. Minas Gerais, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte também se destacam como polos produtivos.
A programação da sessão solene inclui debates sobre temas ligados à regulação ambiental, mineração, logística e infraestrutura, além de ações voltadas à sustentabilidade, como o reaproveitamento de água no processo produtivo e o uso de subprodutos na construção civil.











