A maior liderança do PDT no Espírito Santo, o prefeito de Serra, Sergio Vidigal poderá concorrer à reeleição e alcançar um recorde de cinco mandatos no comando do Executivo municipal serrano. Mas, segundo ele, o seu desejo não é esse.
“Não tenho essa vaidade. Aliás, se meus mandatos fossem por vaidade, já teria me realizado, afinal são 4 mandatos. O que quero é um projeto de desenvolvimento da cidade, algo que estou construindo e que espero que seja dada continuidade”.
O pedetista foi eleito prefeito pela primeira vem em 1996. E foi na gestão 2001-2004 – a segunda – que ele anunciou o então secretário Audifax Barcelos, na época no mesmo partido, como sucessor. “E foi um sucesso, foi muito bom para a Serra. Pode ter sido ruim para a nossa relação política, mas para a cidade eu considero que foi bom, porque Audifax construiu o projeto comigo e deu continuidade”.
A relação dos dois ficou conhecida na política capixaba como “o rompimento do criador e criatura”, uma vez que nas eleições de 2008, quando Audifax poderia concorrer à reeleição, Vidigal entrou no processo e os dois disputaram, um contra o outro, dando à liderança pedetista a vitória – Sergio Vidigal venceu e iniciou em 2009 o seu terceiro mando. O quarto é o que está tendo sido eleito em 2020.
Se concorrerá a quinta vez como prefeito, ele não confirma, mas segundo aliados, é o que deverá acontecer. Em todo caso, a única situação que Vidigal confirma é que seu interesse é que o PDT continue. “Preferencialmente teria que ser do meu partido, porque o projeto do PDT na Serra é muito exitoso. Dos últimos sete mandatos, cinco foram do PDT”, destacou.
No mercado político da Região Metropolitana o comentário é que, em caso de decidir não concorrer, o prefeito já prepara alguns nomes, sobretudo, pessoas que compõem seu secretariado. Vidigal não confirma. Nem nega. Diz apenas que tem excelentes quadros.
Há quem aposte no secretário de Turismo, Phelipe Lemos, e outros no presidente da Câmara de Vereadores e recém-filiado ao PDT, Saulinho da Academia. Com base na pesquisa realizada pelo Instituto Perfil a pedido de ES hoje, os dois nomes não teriam peso para enfrentar adversários fortes, como o deputado Pablo Muribeca (Patriota) e até o ex-prefeito Audifax (sem partido).
Entre espontânea e estimulada, respectivamente, Vidigal varia entre 32,69% e 40,23%, enquanto Lemos permanece com 1,35% das intenções de votos e Saulinho cai de 0,39% para 0,19%. Veja todos os dados da pesquisa
Informações dão conta que se não for concorrer, os nomes de suas novas criaturas serão conhecidas a partir de dezembro. Entretanto, tudo dependerá de novas pesquisas e alianças políticas. E, desta forma, a decisão sobre um sucessor ou uma nova disputa.
Atualmente, o PDT tem boa base na cidade, mas partidos grandes não garantem apoio a Sergio Vidigal em 2024. O Progressistas é um deles.
O deputado federal Evair de Melo, em recente entrevista, informou que o PP quer protagonismo eleitoral nos 78 municípios, seguindo o que ele chama de vocação municipalista, lançando candidaturas a prefeito em algumas, compondo em outras e investindo em nomes fortes para as Câmaras de Vereadores. Mas na Serra não – e nem em Vila Velha, onde o prefeito Arnalidnho Borgo (Podemos) também tem projeto de reeleição.
“Eu, particularmente, já fiz manifestação antes do meu partido, em apoio a Pazolini na prefeitura de Vitória, acredito que ele é um bom nome, um bom quadro e faz gestão que merece a oportunidade de continuar. Estou trabalhando para que o partido esteja no seu palanque. Cariacica já estamos apalavrados com o prefeito Euclério, que faz um trabalho extraordinário, e em Viana estamos com o prefeito Wanderson. Na Serra não e Vila Velha não”.









