O Espírito Santo alcançou o menor índice de homicídios e feminicídios para os sete primeiros meses do ano desde o início da série histórica, iniciada em 1996. Entre janeiro e julho de 2026, o estado registrou 405 casos, representando uma queda de 10,6% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 453 ocorrências.
A redução foi ainda mais expressiva no mês de julho. Foram registrados 47 homicídios e feminicídios, contra 66 no mesmo mês do ano anterior — uma diminuição de 28,7%, também estabelecendo um recorde histórico para o período.
“Os dados mostram uma redução nos registros de homicídios e feminicídios no Estado em relação ao mesmo período do ano passado. Seguimos acompanhando esses indicadores e mantendo ações voltadas ao enfrentamento da violência e ao fortalecimento da segurança pública”, destacou o governador Ricardo Ferraço.
📊 Redução da criminalidade por região no Espírito Santo
A queda nas taxas de violência foi puxada principalmente pelos grandes centros urbanos e pelo Sul do estado no acumulado do ano.
Panorama regional (Janeiro a Julho):
Região Metropolitana: Queda de 19,5% (de 231 para 186 casos).
Região Sul: Queda de 40,5% (de 37 para 22 casos).
Região Noroeste: Queda de 10,3% (de 68 para 61 casos).
Região Norte: Alta de 4,1% (de 98 para 102 casos).
Região Serrana: Alta registrada no período (de 19 para 34 casos).
| Região | Cases 2025 | Cases 2026 | Variação (%) |
| Região Metropolitana | 231 | 186 | -19,5% |
| Região Sul | 37 | 22 | -40,5% |
| Região Noroeste | 68 | 61 | -10,3% |
| Região Norte | 98 | 102 | +4,1% |
| Região Serrana | 19 | 34 | +78,9% |
Planejamento e atuação das forças de segurança
Para o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), Leonardo Damasceno, o monitoramento constante dos indicadores é o fator chave para direcionar as operações policiais nas áreas críticas.
“Os indicadores são monitorados continuamente para orientar o planejamento das ações de segurança pública. O acompanhamento dos dados permite direcionar recursos e operações de acordo com a realidade de cada região do Estado”, explicou o secretário.










