Sete anos após o assassinato da diarista Sandra Helena Moreira, de 47 anos, o julgamento de Rogélio Ferreira, de 56 anos, acusado de matar a ex-cunhada a tiros, foi adiado nesta terça-feira (28), justamente no dia em que seria submetido ao Tribunal do Júri, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. O réu responde por feminicídio, com as qualificadoras de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Sandra foi morta em 12 de maio de 2019, no distrito de Conduru. Segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Rogélio acreditava que a vítima influenciava a irmã, sua ex-companheira, a não reatar o relacionamento. Essa motivação teria levado o acusado a cometer o crime.

Em nota, o MPES, por meio da Promotoria de Justiça de Cachoeiro de Itapemirim, informou que a sessão do Tribunal do Júri foi suspensa e será redesignada para uma nova data, ainda não definida.
De acordo com o órgão, o adiamento ocorreu após a defesa alegar, antes do início da sessão, que não teve acesso às mídias com os depoimentos das testemunhas. Diante da manifestação, o juízo decidiu suspender o julgamento para assegurar o pleno exercício da ampla defesa, garantindo o acesso da defesa a todas as provas constantes nos autos antes da realização de uma nova sessão.
Com a decisão, o caso seguirá aguardando a definição de uma nova data para que o acusado seja submetido ao Tribunal do Júri.










