Um servidor da Prefeitura de Ibatiba, preso no início deste mês durante a Operação Lucas, voltou a ser alvo de investigação. Desta vez, ele é suspeito de envolvimento em um esquema de fraude em licitação para a contratação de serviços de arbitragem em competições municipais.
A Operação Apito Amigo ocorreu nesta sexta-feira (26) e foi realizada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Ibatiba, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A ação cumpriu três mandados de busca e apreensão e notificou pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude em licitação no município de Ibatiba. As investigações também apuram a possível prática de associação criminosa e o uso de informações falsas em documentos.
As investigações apontam para a suposta utilização de uma empresa registrada em nome de terceiros para participar de uma licitação supostamente fraudada no município. O processo licitatório tinha como objetivo a contratação de uma empresa para prestar serviços de arbitragem em competições municipais.
De acordo com as informações levantadas durante as investigações, o verdadeiro administrador da empresa seria um servidor da Prefeitura de Ibatiba, atualmente preso em decorrência da Operação Lucas, deflagrada no início deste mês.

Servidor investigado já havia sido preso em outra operação
O servidor público foi preso durante uma operação integrada das forças de segurança deflagrada no dia 2 de junho, durante o cumprimento de mandados contra um grupo investigado por envolvimento em homicídios qualificados, pistolagem, organização criminosa e outros crimes no Espírito Santo e em Minas Gerais. Na ocasião, quatro policiais militares também foram presos.
A operação foi batizada de “Lucas 3:14” em referência ao versículo bíblico que diz: “A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa e contentai-vos com o vosso soldo”.
Na época, a Polícia Civil explicou que a investigação teve origem em uma ocorrência registrada como um confronto entre uma guarnição da Polícia Militar e ocupantes de um veículo em uma área rural às margens da BR-262, no município de Ibatiba.
Segundo o chefe da Delegacia Regional de Ibatiba, delegado Bruno Alves, a análise dos elementos reunidos ao longo da apuração levantou dúvidas sobre a versão inicialmente apresentada.
“Este inquérito chegou à delegacia e, a partir de então, nós passamos a analisar os elementos que nos foram encaminhados. Com base na documentação recebida e em informações de inteligência, constatamos que a situação narrada no boletim de ocorrência não estava coerente com outros elementos que chegaram ao nosso conhecimento”, explicou Alves.
De acordo com o delegado, o aprofundamento das diligências levou a Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Militar a identificarem indícios que justificavam uma investigação mais ampla.










