Polícia Federal mira esquema de cidadania italiana ilegal no ES

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, uma operação para combater um suposto esquema de migração ilegal de brasileiros para a Europa, por meio da obtenção fraudulenta da cidadania italiana. Segundo as investigações, o grupo utilizaria documentos falsos de cartório para simular parentesco com famílias italianas, permitindo que brasileiros conseguissem reconhecimento de cidadania e passassem a viver legalmente em países europeus.

A ofensiva da PF ocorreu simultaneamente nos municípios de Itapemirim e Marataízes, no Sul do Espírito Santo, além de alvos no Rio de Janeiro (RJ) e em Goiânia (GO). Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão.

 

PF investiga fraude para obtenção de cidadania italiana

De acordo com a Polícia Federal, a investigação aponta para a atuação de uma associação criminosa especializada em produzir ou utilizar documentos cartorários falsificados ou com informações ideologicamente falsas para criar vínculos familiares inexistentes com descendentes italianos.

A suspeita é de que o grupo facilitava o acesso à cidadania italiana irregular, utilizada como caminho para que brasileiros conseguissem se estabelecer legalmente na Europa.

Além dos mandados de busca, a Justiça autorizou dezenas de medidas cautelares contra os investigados, incluindo retenção de passaportes, proibição de deixar o país, bloqueio de valores e sequestro de bens móveis e imóveis.

 

Incêndio em cartório de Itapemirim entrou na mira da investigação

A operação desta quarta-feira é um desdobramento de uma ação realizada pela Polícia Federal em 2021. Durante o avanço das apurações, surgiram indícios de que o incêndio ocorrido em um cartório de Itapemirim, em 2022, pode ter sido criminoso.

Segundo a PF, a suspeita é de que o fogo tenha sido provocado com o objetivo de destruir provas que poderiam comprometer os investigados.

Durante a operação, foram apreendidos celulares e documentos ligados ao caso, materiais que agora serão analisados pela perícia técnica da Polícia Federal. O objetivo é aprofundar as investigações e identificar a possível participação de outras pessoas no esquema.

 

Investigados podem responder por vários crimes

Os envolvidos poderão responder por uma série de crimes, entre eles associação criminosa, promoção de migração ilegal, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, corrupção ativa e passiva, além de outras infrações que ainda possam surgir ao longo da investigação.

A Polícia Federal não informou, até o momento, quantas pessoas são investigadas nem divulgou os nomes dos alvos da operação.

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