Uma nova investigação no Espírito Santo movimentou a cidade de Castalo, no Sul do Espírito Santo. Na manhã desta quinta-feira (28), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), realizou uma ação que tem como alvo um empresário e contratos com a prefeitura.
As equipes concentraram a ação no prédio da Prefeitura de Castelo e em endereços ligados aos investigados. A ação corre em segredo de Justiça, mas confirmou que dois mandados de busca e empreensão foram cumpridos.
Gaeco apreende dinheiro e apura fraude em licitação na prefeitura
Durante o cumprimento das ordens judiciais em imóveis ligados aos alvos da apuração, os investigadores recolheram documentos, computadores e materiais considerados importantes para o andamento do caso. Em um dos endereços fiscalizados, apontado como a casa de um empresário, mais de R$ 260 mil em dinheiro foram apreendidos pelos agentes.
O objetivo principal da operação em Castelo é coletar elementos de prova que ajudem a esclarecer possíveis fraudes e irregularidades em procedimentos de licitação. Até o momento, o Ministério Público confirmou oficialmente o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, mas não deu detalhes sobre quais setores da administração ou quais contratos específicos entraram na mira da fiscalização.
Em nota o MPES informou que “As medidas foram autorizadas pelo Poder Judiciário e têm por objetivo a coleta de elementos de prova no âmbito de investigação que apura possíveis irregularidades e fraudes em procedimentos licitatórios e contratações públicas. Em razão do segredo de justiça decretado nos autos, os nomes dos investigados, bem como outros detalhes da investigação, serão preservados neste momento”.
Mais ação em Cachoeiro
Em ação conduzida pela Promotoria de Justiça Criminal de Cachoeiro de Itapemirim com apoio do GAECO/MPES, Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo (PMES), Batalhões de Missões Especiais (BME) e de Ações com Cães (BAC) foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Cachoeiro de Itapemirim.
A investigação faz parte da Operação Staged II, que apura indícios de suposta prática de fraude processual por agentes públicos, no contexto de ocorrência registrada como intervenção policial com resultado morte. Os elementos reunidos até o momento apontam para possível alteração da cena dos fatos, com o objetivo de conferir aparência de legitimidade à ação policial investigada.
Contexto de fiscalização nos municípios capixabas
O clima político no estado segue sob forte atenção dos órgãos de controle. Na última terça-feira (25), o município de Pedro Canário também foi cenário de uma ação policial, resultando na prisão do prefeito Kleilson Rezende (PSB) e do ex-prefeito Bruno Araújo (PDT) pela Polícia Federal, na Operação Eco da Fraude II.
Embora os casos não tenham ligação direta, as ações reforçam o cerco das autoridades contra fraudes contratuais e o uso de verbas públicas em prefeituras do Espírito Santo.









