Espírito Santo tem 8ª maior taxa de homicídios de jovens do Brasil, aponta Atlas da Violência

O Espírito Santo registrou a 8ª maior taxa de homicídios de jovens entre 15 e 29 anos do país em 2024, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com o levantamento, o estado apresentou taxa de 56,4 homicídios por 100 mil jovens, com 455 assassinatos registrados no período. Apesar do índice elevado, houve redução de 18,5% em comparação com 2023.

 

ES está acima da média nacional

A taxa registrada no Espírito Santo ficou acima da média brasileira, que foi de 42,2 homicídios por 100 mil jovens em 2024.

Segundo o estudo, os homicídios de pessoas entre 15 e 29 anos representam 46,5% de todas as mortes violentas registradas no país.

Ao todo, 19.801 jovens foram assassinados no Brasil em 2024, o equivalente a cerca de 75 mortes por dia.

 

Bahia lidera número absoluto de mortes

O levantamento aponta que a Bahia lidera o número absoluto de assassinatos de jovens, com 3.271 casos registrados em 2024.

Já o Amapá aparece com a maior taxa proporcional do país, com 114,7 homicídios por 100 mil jovens.

Na sequência estão Bahia (101,8) e Pernambuco (84,6).

 

Sudeste e Sul concentram menores índices

Na outra ponta do ranking, São Paulo registrou a menor taxa de homicídios de jovens do país, com 10,7 mortes por 100 mil habitantes na faixa etária analisada.

Também aparecem entre os menores índices o Distrito Federal (12,6) e Santa Catarina (12,7).

Violência afeta principalmente homens jovens

O Atlas da Violência destaca que a violência letal entre jovens brasileiros é majoritariamente masculina e está associada a fatores estruturais e sociais.

Segundo o estudo, normas sociais ligadas à masculinidade e à exposição ao risco contribuem para o aumento da violência entre homens jovens.

O relatório também defende o fortalecimento de políticas públicas de prevenção e educação voltadas à resolução não violenta de conflitos.

Com informações do FolhaPress – Claudinei Queiroz

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