Casal é preso por venda ilegal de canetas emagrecedoras no sul do ES

Um casal, de 35 e 42 anos, foi preso em flagrante nesta terça-feira (12) suspeito de comercializar ilegalmente canetas emagrecedoras em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. Com os investigados, a polícia apreendeu medicamentos de uso controlado, incluindo produtos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), a prisão ocorreu durante a Operação Fat-Free, deflagrada pela Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim para combater o comércio irregular de medicamentos destinados ao emagrecimento no município.

A ação contou com equipes da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc), Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo), Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) e do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat Sul).

Segundo a PCES, o mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça e cumprido na residência do casal, localizada no bairro Marbrasa. No momento da abordagem, os suspeitos teriam resistido à abertura dos portões, mas, após a entrada das equipes, foram encontradas e apreendidas canetas emagrecedoras e outros materiais.

O titular da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic), Rafael Amaral, informou que entre os produtos apreendidos estavam Tirzepatida, Retatrutide, Alluvi e Lipostabil Endovena.

“A Retatrutide, inclusive, ainda não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização no Brasil, permanecendo em fase de estudos clínicos”, explicou o delegado.

Casal é preso por venda ilegal de canetas emagrecedoras no sul do ES
No momento da abordagem, o casal ofereceu resistência em abrir os portões. Depois da entrada das equipes, foram encontrados e apreendidas canetas emagrecedoras.

Além dos medicamentos, a polícia apreendeu aparelhos celulares, dois notebooks, ampolas de testosterona, solução bacteriostática e duas agendas com registros detalhados de vendas, contendo anotações de clientes e valores.

Segundo as investigações, o material indica a existência de uma rede de distribuição operada por meio de perfis em redes sociais.

Os dois suspeitos foram encaminhados para a Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim, onde foram autuados em flagrante por falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais com o agravante do produto não ter registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente. Segundo a PCES, eles serão encaminhados ao sistema prisional após os procedimentos de praxe.

Outro alvo foi investigado

Ainda de acordo com a Polícia Civil, equipes também cumpriram, simultaneamente, um mandado de busca e apreensão no bairro São Francisco de Assis, em desfavor de um terceiro investigado. No entanto, nenhum material ilícito foi encontrado no local.

O delegado Rafael Amaral afirmou ainda que a Vigilância Sanitária Municipal confirmou as irregularidades identificadas durante a investigação.

“As investigações tiveram início após denúncias encaminhadas ao Conselho Regional de Farmácia do Espírito Santo (CRF/ES) e à Ouvidoria da Anvisa, relatando a comercialização irregular dos medicamentos por meio das redes sociais”, destacou.

A ocorrência segue em andamento no plantão da Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim. Segundo a Polícia Civil, novas informações poderão ser divulgadas após a conclusão das oitivas e dos procedimentos realizados pela Central de Teleflagrante.

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