O delegado José Darcy Arruda deixou a chefia da Polícia Civil do Espírito Santo após mais de sete anos no comando da instituição. O pedido de exoneração foi confirmado pelo governador Ricardo Ferraço nesta sexta-feira (03), por meio das redes sociais.
Segundo o governador, a saída ocorre por motivos de saúde e pela iminente aposentadoria do delegado. Na publicação, Ferraço agradeceu a atuação de Arruda, destacando avanços institucionais e a contribuição para a redução da criminalidade no estado.
“Registro meu reconhecimento pelo trabalho realizado ao longo desse período, marcado pelo compromisso com a segurança pública”, afirmou.
A exoneração acontece em meio a uma crise na Polícia Civil capixaba, marcada por investigações e denúncias envolvendo membros da corporação.
Um dos casos recentes envolve o delegado Carlos Henrique Simões, que foi denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo por tortura e abuso de poder. A Justiça determinou o afastamento do policial das funções após a acusação de que ele teria submetido uma pessoa a “intenso sofrimento físico e mental”, com agressões e humilhações, durante a apuração de um suposto furto.
Além do afastamento, foram determinadas medidas como a apreensão da arma funcional e a proibição de acesso às dependências da unidade policial, diante do risco de interferência nas investigações.
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está sob apuração e que o processo tramita em sigilo.
Diante do cenário, o governador afirmou que o governo iniciará a avaliação de nomes para assumir o comando da instituição. A escolha, segundo ele, será pautada pela continuidade do trabalho e pelo fortalecimento das políticas de segurança pública.
Ferraço também ressaltou que o Estado seguirá com foco na integração das forças de segurança e na proteção da população capixaba.










O pedido já estava previsto em face a sérios problemas de saúde e o pedido de aposentadoria já feito.