A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) divulgou nesta quarta-feira (18) imagens e informações sobre a operação “Integração Total” que investigou um grupo suspeito de furtar lojas em shoppings de vários estados. A ação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Goiás e no Distrito Federal.
A investigação começou após um crime registrado no dia 21 de fevereiro, em um shopping de Vila Velha. Na ocasião, uma joalheria foi invadida durante a madrugada e saqueada, junto com uma loja vizinha. O prejuízo estimado é de mais de R$ 350 mil.
Segundo a polícia, o caso revelou a atuação da organização criminosa conhecida como “Piratas de Shoppings”, grupo que atua desde 2019 em várias regiões do país. A estimativa é que os criminosos já tenham causado um prejuízo de aproximadamente R$ 26 milhões a lojistas.
Como o crime aconteceu
De acordo com o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), Gabriel Monteiro, os suspeitos entraram no shopping por volta das 21h no dia do crime. Um deles foi para a praça de alimentação, enquanto os outros dois ficaram próximos à loja vizinha da joalheria. A polícia aponta que uma mulher do grupo usou um dispositivo para clonar o controle de acesso de uma das lojas.
Por volta das 22h15, após clonar o equipamento, ela chamou os comparsas. Um deles distraiu o segurança, enquanto o outro entrou na loja com uma mochila. O homem permaneceu escondido no local durante toda a noite.
Ainda segundo a investigação, ele furtou objetos da loja do Flamengo, onde entrou, e fez um buraco na parede para acessar a joalheria ao lado. Pelo espaço, conseguiu levar diversas joias.
Na manhã seguinte, os comparsas voltaram ao shopping, novamente despistaram o segurança e abriram a loja com o controle clonado. O suspeito saiu do local, se esgueirando por baixo da porta, levando os produtos furtados e fugiu.
Identificação e prisões
A polícia conseguiu identificar os envolvidos após analisar imagens de videomonitoramento, usar reconhecimento facial e mapear onde eles se hospedaram enquanto estavam em Vila Velha. Um dos identificados foi Kawê Filipe Nascimento Sampaio, de 19 anos, apontado como peça chave do grupo criminoso. A partir dele, os investigadores chegaram a outros nomes, incluindo Amanda Lorena Tavares Xavier, de 24 anos, e Ingrid Naiara Moraes Araujo, de 28 anos, suspeitas de participação no crime.
Após identificá-los, a polícia foi atrás dos suspeitos. As prisões aconteceram na madrugada do dia 11 de março, em cidades do Distrito Federal e de Goiás. Durante as ações, a polícia apreendeu celulares e recuperou parte dos produtos furtados.
Kawê foi localizado no Distrito Federal após um cerco policial. Segundo a polícia, ele tentou fugir, chegou a pular de um telhado, mas acabou preso.
Amanda foi levada à delegacia e permaneceu em silêncio. Já Ingrid foi detida por conta de outros mandados de prisão em aberto também por furto qualificado.
Investigação continua
De acordo com a Polícia Civil, há indícios de que o grupo também atuou em outros estados, como Paraná e Maranhão. Outros suspeitos ainda estão sendo investigados, e a polícia segue analisando materiais apreendidos para identificar novos envolvidos. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo telefone 181.









