Feminicídio é crime anunciado e reflete falhas na proteção às mulheres, diz advogado

O Brasil registrou em 2025 o maior número de feminicídios da série histórica, com média de quatro mulheres assassinadas por dia. Os dados fazem parte do indicador do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reúne dados de todos os distritos.

A maioria dos crimes ocorre dentro de casa e é praticada por companheiros ou ex-companheiros, evidenciando falhas persistentes na prevenção da violência doméstica e na proteção das vítimas. Em entrevista à Rádio ES Hoje, o advogado criminalista Rivelino Amaral avaliou que o cenário está diretamente ligado a fatores culturais e estruturais. “A gente vive ainda, infelizmente, numa sociedade patriarcal, com o machismo ainda impregnado, incrustrado na raiz da nossa sociedade”, afirmou.

Segundo o advogado, embora o Estado tenha criado mecanismos como a Lei Maria da Penha, medidas protetivas, botão do pânico e tornozeleiras eletrônicas, a resposta ainda é lenta diante da gravidade dos casos. Ele destacou que o feminicídio costuma ser precedido por outros tipos de violência e que a denúncia é fundamental para evitar mortes. “O feminicídio não é tragédia passional, é um crime anunciado”, alertou. Rivelino ainda reforçou que a sociedade também tem papel decisivo no enfrentamento da violência doméstica, defendendo que vizinhos e familiares  devem acionar as autoridades diante dos primeiros sinais de agressão.

Para mais detalhes, ouça a entrevista completa:

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