O deputado estadual Danilo Bahiense voltou a abordar, no plenário da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, as investigações conduzidas pela Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado — colegiado que preside — sobre casos de desaparecimento de crianças e adolescentes no Estado.
Durante a manifestação, o parlamentar classificou o tema como prioritário e afirmou que a comissão apura possíveis ocorrências de pedofilia, tráfico e exploração de menores. “Trago aqui um tema importante: pedofilia, tráfico e exploração de criança e adolescente. Essas crianças e adolescentes estão gritando silenciosamente por justiça”, declarou.
Segundo Bahiense, há uma investigação em andamento que reúne registros históricos de desaparecimentos. “Temos uma investigação em curso na Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado sobre desaparecimentos ocorridos entre as décadas de 1960 e 2000, período em que centenas de crianças desapareceram misteriosamente no Espírito Santo”, afirmou.
O deputado relatou dificuldades na obtenção de informações junto a instituições. “Estamos enfrentando uma série de problemas nessa investigação, porque cemitérios e cartórios têm dificultado o fornecimento das informações necessárias”, disse. Ele acrescentou que a comissão já adotou medidas para avançar na apuração.
De acordo com o parlamentar, a Corregedoria-Geral da Justiça do Espírito Santo solicitou acesso aos dados reunidos pelo colegiado. “Até o momento, quem nos solicitou cópia de todas as informações foi exatamente o corregedor-geral da Justiça”, afirmou.
Bahiense também citou relatos de famílias que ainda buscam respostas sobre desaparecimentos ocorridos décadas atrás. “Muitos parentes relataram a dor que sentem até hoje por não terem respostas do Estado”, disse.
O deputado mencionou ainda situações relatadas à comissão em que familiares teriam sido informados sobre mortes de crianças apenas após visitas hospitalares. “Há casos de mães que visitaram a criança em um dia e, ao retornarem dias depois, foram informadas de que ela havia morrido e sido enterrada como indigente. É uma situação muito triste”, declarou.
Casos de desaparecimento de crianças e adolescentes são historicamente monitorados por órgãos de segurança pública e conselhos de direitos em todo o país, que apontam a subnotificação e a dificuldade de localização como desafios recorrentes nas investigações.
A Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado tem realizado audiências e diligências sobre o tema. A próxima reunião do colegiado está marcada para esta terça-feira (24), às 10 horas, na sede da Assembleia Legislativa.










