O suspeito de matar a madrasta Solange Ferreira de Souza, de 54 anos, teria cometido o crime porque queria dinheiro para comprar drogas. No dia do crime, o enteado da vítima atacou a mulher com o cabo de uma guitarra e, em seguida, golpeou-a com uma faca atingindo seu rosto e pescoço. O caso aconteceu no bairro Feu Rosa, na Serra. O homem foi preso em Minas Gerais.
O crime que matou a costureira foi mencionado como brutal. A mulher morreu no sábado (10), na própria casa depois de ser esfaqueada pelo enteado. O homem foi preso três dias depois, no dia (13), durante uma abordagem policial de rotina, em Minas Gerais.
A chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), delegada Raffaella Aguiar, relatou que as investigações levam a acreditar que a motivação do crime seria dinheiro para comprar drogas.
“Não foi a primeira vez que eles brigaram. O suspeito tinha um histórico de discussão com o pai e a madrasta, isso porque ele pedia dinheiro para comprar drogas, mas era negado pelo casal. Acreditamos que no dia tenha sido isso também porque, em depoimento, ele contou que foi durante uma discussão mas, não deu detalhes”, disse.
Raffaella Aguiar destaca que, na data do crime, foi o marido da vítima que encontrou o corpo da mulher. “Ele chegou do trabalho e se deparou com aquela cena horrível. A mulher foi atingida com vários golpes no rosto e no pescoço, ficando desfigurada. Foi uma cena muito forte e triste para o companheiro”.|

A delegada destaca ainda que, antes do suspeito confessar o crime, a casa já deu sinais de que ele foi o autor. “O marido estava no trabalho, quando chegou viu o corpo da esposa e marcas de pegadas de sangue no chão. Essas pegadas iam para o quarto do filho. Quando o pai chegou nesse cômodo, ele viu que as gavetas estavam abertas e que as roupas do suspeito não estavam lá. Depois disso, ninguém conseguiu contato com o homem”, afirmou.
À polícia, o suspeito disse que, após o crime, saiu de Feu Rosa e foi para Jacaraípe, também no município. De lá ele teria pegado um ônibus para Baixo Guandu, no noroeste do Espírito Santo, e depois seguiu a pé para Conselheiro Pena, em Minas Gerais.
“Acho improvável que ele tenha feito esse percurso andando, mas não posso falar que não aconteceu. Ainda existem muitas pessoas de bom coração, ele pode ter pego carona”, comentou a delegada.
O suspeito, que morava com o casal desde os 12 anos, está preso em cumprimento ao mandado de prisão temporária.










