Estuprador em série preso no Pará observava as vítimas antes de invadir casas

A polícia revelou, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (29), o modus operandi utilizado nos estupro em série por Cleuson Ferreira de Souza, de 33 anos. Preso no Pará, eles fez vítimas de 12 e 13 anos em Vila Velha.

Além do ES, o homem também responde por crimes de estupro praticados no Pará e São Paulo. Ele foi preso no início de fevereiro, em uma ação conjunta das policias civis dos três estados.

Os casos de estupros cometidos no Pará pelo criminoso estão em segredo de justiça, mas a adjunta da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), Gabriella Zache, detalha que o modus operandi utilizado lá é o mesmo que Cleuson utilizava no Espírito Santo.

Segundo a delegada, ele invadia as casas das vítimas, quando sabia que estavam desacompanhadas. Em um caso que acontece este ano, ele bateu na porta de uma criança pedindo uma faca emprestada, para cuidar do jardim do prédio. “Ele retornou para devolver a faca, invadiu a casa, ameaçou e cometeu o estupro”.

Em outro caso, em 2023, o criminoso era conhecido da região como vendedor e invadiu uma casa. Desta forma, segundo a delegada adjunta, é possível notar a preferencia e perfil do criminoso.

“É um predador que fica observando as vítimas de longe e preferia adolescente nessa faixa de idade, entre 12 e 13 anos. Precisamos divulgar a foto, pois há possibilidade de haver mais vítimas”.

O homem foi identificado por vítima na rua. A polícia instaurou uma investigação que constatou que ele usava uma identidade falsa de São Paulo. Junto com a inteligência paulista, foi descoberto que Cleuson Ferreira chegou a ser detido usando o nome falso, mas não estava em flagrante e foi liberado. Somente em janeiro, quando ele fez outra vítima em Vila Velha, foi possível, de fato, identificá-lo.

Cleuson Ferreiro fugiu de volta para o Pará, se escondendo na mesma cidade onde era foragido. Somente com o trabalho conjunto das polícias civis capixaba, paulista e paraense ele foi localizado e preso, utilizando a mesma identidade falsa de São Paulo.

Trabalho da DPCA em 2024

De janeiro até esta quinta-feira (29) a DPCA cumpriu oito mandados de prisão, sendo três de grande destaque. Segundo a delgada titular da DPCA, Thais Cruz, o primeiro é o de uma mãe presa por agredir a filha quando a menina relatou que foi abusada pelo padrasto

“A mãe culpou a filha dizendo que ela ficava andando de babydoll e biquíni na frente dele e, por isso, ele a abusou. Somente quando ela contou a uma tia recebeu o apoio para formalizar a denúncia. O homem segue foragido”.

O segundo caso também foi de um companheiro de mãe que abusou de uma criança, de apenas 5 anos de idade. “Um irmão da vítima percebeu que ele sempre pedia para os dois irmão que eram mais velhos (um de 10 e outro de 12) irem comprar bala e deixarem a irmã deles. Suspeitando, ele se escondeu e flagrou a cena, revelando para a mãe em seguida, que o denunciou”, relata a delgada.

Mas houve uma reviravolta no caso menos de um mês depois, segundo Thais Cruz. “A mãe perdoou, voltou com ele e retirou a queixa dizendo que a filha, obviamente pressionada pelo abusador, disse que era mentira. Depois, a mãe flagrou uma situação suspeita e percebeu que era verdade. Hoje ele está preso”.

O terceiro caso é o narrado na matéria principal, do estuprador que fugiu do Pará, por ter sido condenado lá em 2017. De acordo com a delegada, ele passou por São Paulo e Espírito Santo, deixando um rastro de vítimas.

 

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