Denadai ou De Nadai: família volta às páginas policiais

A família Denadai, ou De Nadai, conforme varia a escrita, voltou a estampar as páginas policiais seis anos após assassinato do ex-vereador de Vitória, Antônio José Denadai. Porém, desta vez, o primo distante, Diogo Viola De Nadai, foi acusado de matar a namorada grávida em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.

No dia 26 de dezembro de 2017, ESHoje noticiou o assassinato do ex-vereador de Vitória, morto a facadas por um caseiro na noite de Natal (25), em um sítio na localidade de Colina Verde, Santa Leopoldina. Quinze anos antes outro Denadai foi assassinado.

O advogado Joaquim Marcelo, irmão de Antônio, foi morto a tiros no dia 15 de abril de 2002, na Praia da Costa, em Vila Velha. Somente em 2012 o mandante do crime, Sebastião Pagotto, foi preso.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a morte foi encomendada por Pagotto para ganhar licitações supostamente fraudulentas na Prefeitura Municipal de Vitória. No decorrer das investigações, cinco das sete testemunhas do crime foram assassinadas.

Com raiz fincada no Espírito Santo, o sobrenome Denadai ou De Nadai deriva de uma família de origem italiana que desembarcou no Estado em meados de 1800. Primo não tão distante, o capixaba Diogo De Nadai foi preso no dia 7 de fevereiro por suspeita de matar Letycia Peixoto Fonseca.

Segundo a Polícia Civil, Diogo mantinha relação com duas mulheres, sendo Letycia e uma outra com quem ele era legalmente casado. O homem negou participação no crime e o caso segue sob investigação.

Hugo Viola

Além da família De Nadai, Diogo pertence também a família do topógrafo, marceneiro e construtor Hugo Viola, o qual, segundo relatos da mãe de Letycia, este seria o nome do bebe que ela esperava, em homenagem ao parente.

Hugo era fundador da Companhia de Melhoramentos de Vitória S.A, que deu início à construção de 100 casas populares no atual bairro Jardim América, em Cariacica. O construtor possui uma rua em homenagem ao nome no bairro Goiabeiras, em Vitória.

Andamento da Investigação

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o juízo da Central da Audiência de Custódia de Campos dos Goytacazes, no Norte do Rio de Janeiro, manteve a prisão do professor Diogo Viola De Nadai.

“O juiz Adones Henrique Silva Ambrósio Vieira, titular da 1ª Vara Criminal do município, decretou a prisão temporária do professor, apontado pela polícia como envolvido no assassinato da engenheira, atingida pelos tiros disparados por dois ocupantes de uma motocicleta, na frente da sua casa. O processo pelo crime terá trâmite na 1ª Vara Criminal de Campos”.

No dia 9 de fevereiro, foi realizada a audiência de custódia, em que o juiz Samuel de Lemos Pereira assinalou que não possuía competência para revisar a decisão que decretou a prisão.

“Segundo o magistrado, o objetivo da audiência de custódia é de questionar o custodiado sobre as circunstâncias da sua prisão, verificando a sua legalidade e a presença de indícios de agressão pelos agentes policiais. E o professor negou qualquer tipo de violência no ato da sua prisão”.

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