O motorista, Wagner Nunes de Paulo, vai a júri popular e ficará em prisão preventiva até o julgamento. A decisão foi tomada pela juíza Kelly Kiefer na terça-feira (21). O réu é acusado de matar a jovem Amanda Marques Pinto e ferir o namorado dela, Matheus José da Silva, em abril de 2021 , após bater na moto casal enquanto dirigia embriagado na rodovia Darly Santos, em Vila Velha.
A acusação, representada por Fábio Marçal, afirma que a família de Amanda está tranquila com a decisão do judiciário.
Em conversa com o ESHoje, a mãe de Amanda, Renata Marques disse estar confiante quanto a um veredito em favor da filha. “Haverá, sim, justiça por minha filha, se Deus quiser. Vou até meu último suspiro por justiça por Amanda. Essa decisão me dá um pouco de alívio… Saber que minha corrida não está sendo em vão. Jurei no caixão dela que iria fazer justiça e sigo lutando até o fim”.
A expectativa de Renata é que até o fim do ano o processo acabe. “Minha expectativa é que o veredito saia até o fim deste ano para que possa deixar minha filha descansar em paz e consiga seguir com a minha vida, embora na verdade eu não viva mais desde que ela se foi”.
“O Wagner arrancou todos os meus sonhos e os dela [Amanda]. Minha filha era tudo para mim e eu a vi ser arrancada tão rapidamente da vida. O mínimo que ele pode fazer agora é pagar, pois minha filha nunca mais voltará”.
Preso preventivamente, Wagner responde pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. “Com relação a manter a prisão, também foi uma decisão correta e dificilmente isso vai ser revertido, já que além de ter ameaçado testemunhas, ele tem influência dentro da polícia por conta da mãe, e devido a isto é necessário ele estar preso para não atrapalhar as investigações e nem o curso do processo”, explicou o advogado da família de Amanda.
Marçal ressalta ainda a importância do júri popular na sentença. “Temos a certeza que todos os recursos vão ser indeferidos e será mantida a pronúncia dele pra que ele seja levado a júri e nada melhor do que a sociedade pra julgar as ações. Independente do resultado desse processo, a Amanda não volta mais, então pelo menos ele tem que ter uma condenação que seja compatível com a reprovação do ato que ele praticou, bem como pedagógica para que outros não façam a mesma conduta”.
Procurada, a defesa de Wagner, representada pelo advogado Frederico Pozzatti, informou que planeja recorrer da decisão.









