
Cleiton Mendes de Souza, 29, encontrado na manhã do dia 19 de novembro em um terreno baldio no bairro Jardim Carapina, na Serra, com dois tiros na cabeça, foi morto por causa de uma briga de bar.
Entretanto, a vítima estava desarmada, e não tinha envolvimento nenhum no tráfico de drogas, nem passagem pela polícia. Cleiton quis defender os amigos. Porém, se alterou ao reencontrar um antigo desafeto.
O homem era filho de Wagner dos Santos Sepulcro, 36, dono do estabelecimento. Wagner, junto com Elieudo da Costa Ferreira, comerciante de 36 anos, amarraram Cleiton, e o levaram a um depósito de lixo próximo dali, onde foi torturado e morto.
“Cleiton estava em um bar, em um forró promovido pelo local, sempre aos domingos. Os amigos que estavam com ele se envolveram em uma discussão, após um deles ter esbarrado em um frequentador. Cleiton foi defendê-lo e apartar a briga. Porém, nesse momento, o filho de Wagner também foi resolver a confusão. Ali, a vítima lembrou de um antigo desentendimento com ele, e partiu para uma nova discussão. Assim, os amigos de Cleiton o afastaram e o levaram embora”, explicou o delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) da Serra, Rodrigo Sandi Mori.

Porém, cerca de vinte minutos depois, a vítima voltou ao local, a fim de terminar a discussão. “Lá, ele foi abordado por Wagner e seu amigo, Elieudo, e levado para o local do crime. Nos chamou atenção o requinte de crueldade da ação. Cleiton teve os dois olhos arrancados, antes de levar dois tiros na cabeça”, disse.
A arma do crime
A arma utilizada no crime também foi peculiar. Uma pistola do tipo Glock ponto 40, com capacidade para disparar até 30 tiros de uma só vez.

“A pistola é modificada, com cano alongado, vinda da Áustria. É a segunda desse tipo apreendia em Jardim Carapina. Ela estava em posse de Elieudo, que a escondeu na casa de sua namorada, em Balneário Carapebus. Segundo ela, ele teria pagado cerca de R$ 13 mil no armamento”, contou o delegado.









