Após ligação entre Trump e Lula, ministros de Brasil e EUA retomam conversas comerciais

O ministro Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil) e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, devem se reunir por videoconferência na próxima semana. A informação foi confirmada pelo ministro brasileiro à reportagem.

À frente do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), Greer procurou Elias após a conversa telefônica entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.

Os dois devem retomar as negociações na próxima semana. A data ainda não foi definida, mas a reunião pode ocorrer na segunda-feira (24). “Já combinamos que nos reuniremos a partir da semana que vem e vamos retomar as conversas diretamente”, disse Elias.

Greer está à frente do órgão responsável pelas negociações comerciais dos EUA e conduz a investigação que resultou no novo tarifaço sobre produtos brasileiros. As tarifas somam 37,5%: 25% referentes à investigação iniciada no ano passado e 12,5% aplicados ao Brasil na mesma medida que a outros 59 países.

Lula e Trump conversaram na manhã desta sexta-feira (21) a pedido do petista. Em ligação que durou 1h20, os dois presidentes falaram sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros, sobre o combate ao crime organizado e sobre os principais conflitos globais. “A ligação transcorreu em tom amistoso e cordial”, afirmou o governo brasileiro em nota.

G20

Além do contato telefônico, Greer e autoridades brasileiras devem se reunir no fim de setembro. O governo americano anunciou encontros que devem ocorrer em Wisconsin com representantes dos países que participam do G20 -neste ano, os EUA serão os anfitriões do encontro, que acontecerá em dezembro em Mar-a-Lago.

Ainda não está batido o martelo sobre quem deve participar do evento -se o ministro Elias ou o ministro Mauro Vieira-, mas o governo petista deve enviar um representante para o encontro.

Segundo o governo americano, as discussões tratarão de uma série de temas, incluindo a eliminação do trabalho forçado nas cadeias globais de suprimentos, a atualização do princípio da Nação Mais Favorecida (NMF), a condenação do uso do comércio de alimentos como arma e o enfrentamento do excesso estrutural de capacidade e de produção.

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – ISABELLA MENON

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