O Dia Nacional da Mata Atlântica, celebrado nesta terça-feira (27), reforça o alerta sobre a preservação do bioma, considerado um dos mais ricos em biodiversidade do planeta e também um dos mais ameaçados. Em entrevista à Rádio ES Hoje a professora e pesquisadora da Universidade Vila Velha (UVV), Ana Carolina Srbek. avaliou que no Espírito Santo, restam cerca de 12% da cobertura original da vegetação.
Apesar do cenário preocupante, o Estado ainda mantém áreas estratégicas de conservação, especialmente no Norte capixaba, na região serrana e no Caparaó, onde remanescentes florestais ajudam a preservar espécies da fauna e da flora.
“Temos hoje cerca de 20% da área original, só que muitos desses remanescentes são áreas muito pequenas e a gente não consegue manter uma parcela significativa das espécies originais”, explicou Ana Carolina.
A especialista também comentou sobre os impactos da degradação ambiental no cotidiano da população, especialmente no abastecimento de água e nas mudanças climáticas. Segundo ela, a preservação da Mata Atlântica protege espécies silvestres e está diretamente ligada à qualidade de vida.
“Quando o ambiente é degradado, é perde-se gradativamente os benefícios, e também a qualidade de vida do ponto de vista humano”, destacou.
Além do trabalho de pesquisa, a UVV, universidade em que a especialista atua, mantém iniciativas voltadas à conservação ambiental e ao estudo da biodiversidade capixaba. Entre os projetos está o Projeto Felinos, dedicado ao monitoramento de espécies de felinos silvestres e suas cadeias alimentares. A universidade também desenvolve parcerias para conservação de antas, veados e espécies de porcos-do-mato, além de estudos sobre recuperação de corpos hídricos e saúde de populações de animais silvestres.
Para saber mais, ouça a entrevista completa:










