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Professores da Ufes aprovam indicativo de greve para 15 de abril

Os professores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) aprovaram um indicativo de greve para o próximo dia 15 de abril. A decisão foi tomada em assembleia realizada no último dia 22, pela Associação dos Docentes da Ufes (Adufes).

“Durante todo o ano de 2023, o Andes Sindicato Nacional participou de diferentes mesas de negociação. Negociação, de fato, não houve, o que houve foi zero como resposta à nossa reivindicação salarial. Não podemos mais esperar. A greve, como instrumento legítimo de luta, precisa ser discutida com a categoria”, disse a presidente da Adufes, Ana Carolina Galvão.

Segundo a entidade, a reivindicação da categoria é de 22,71% de reajuste salarial em três parcelas iguais de 7,06%, nos meses de maio de 2024, 2025 e 2026. Contudo, na última reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente, o Governo Federal sinalizou que não atenderá à pauta este ano.

Procurada a administração da Ufes confirmou o indicativo de greve, mas que o tema é da categoria.

Reforma administrativa

Outra reivindicação não atendida foi a realização do “revogaço” das medidas do Governo Bolsonaro, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 32, que trata da reforma administrativa, que ainda tramita no Congresso Nacional. Os docentes também reivindicam a reestruturação de suas carreiras.

Conforme o sindicato, soma-se a esse cenário a precarização das condições de trabalho, o subfinanciamento das universidades federais, institutos federais e tecnológicos. De acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 100% das universidades federais receberam, entre 2010 e 2022, valores inferiores ao necessário para manter o patamar de despesas por matrículas.

Ainda segundo a Adufes, considerando a inflação do período (IPCA médio), a Ufes teve, de 2018 a 2022, uma redução de 27% no orçamento. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou, no final de dezembro de 2023, uma nota manifestando indignação com as verbas destinadas às universidades.

No Orçamento da União aprovado para 2024, os recursos destinados ao ensino superior eram inferiores aos recursos de 2023. Enquanto o Ministério da Educação teve um aumento no orçamento de 14,14% de 2023 para 2024, as universidades federais tiveram uma diminuição de quase 5% no mesmo período.

Estado de greve

Outras categorias já estão em estado de greve desde 13 de março, caso dos servidores técnico-administrativos da Ufes, que reivindicam reajuste salarial de 34,32%, divididos em cerca de 10% nos anos de 2024, 2025 e 2026.

O Governo Federal não sinalizou possibilidade de reajuste para o ano de 2024 e acenou para um reajuste de 4,5% nos anos de 2025 e 2026. Os servidores também reivindicam reestruturação da carreira, já que vários cargos foram extintos, o que impossibilita a realização de concurso público.

De acordo com o Sindicato Nacional, a próxima assembleia está marcada para o dia 9 de abril, onde serão discutidos temas como a deflagração da greve, criação de comitês locais de mobilização e construção das pautas locais. Na sequência, ocorrerá outra reunião do Setor das Ifes no dia 10 de abril, com tempo de 72 horas para informar, governo e reitorias, sobre a deflagração de greve no dia 15 de abril.

Segundo o presidente do ANDES-SN, Gustavo Seferian, só a mobilização e articulação conjunta é capaz de garantir respostas do governo. “Ninguém faz greve porque gosta ou por princípio, fazemos greve por necessidade e nas atuais circunstâncias, diante do que é o silêncio do governo federal, ao não nos colocar qualquer espécie de índice de recomposição da nossa remuneração para esse ano e uma ruptura violenta com os princípios que regem a luta histórica desse sindicato”, afirmou.

O calendário construído pela categoria prevê ainda uma série de atividades em Brasília após a data marcada para início da greve. No dia 16, uma audiência pública na Câmara dos Deputados; em 17, marcha de servidores e servidoras na capital federal; e, no dia 18, atividades setoriais, com possível ato junto ao Ministério da Educação (MEC).

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