Empresas no ES buscam novas formas de treinar equipes e estimular inovação

O avanço da tecnologia, a chegada de novas gerações ao mercado de trabalho e a consolidação de modelos híbridos têm levado empresas a repensarem a forma como desenvolvem seus colaboradores. No Espírito Santo, organizações têm buscado alternativas aos treinamentos tradicionais para estimular criatividade, colaboração e capacidade de resolver problemas.

Em vez de encontros baseados apenas em palestras e transmissão de conteúdo, cresce o interesse por metodologias mais participativas, nas quais os profissionais assumem um papel ativo na construção de ideias e soluções.

Uma das ferramentas que acompanha esse movimento é o LEGO® Serious Play® (LSP), metodologia que utiliza peças de LEGO® como recurso para facilitar processos de reflexão, planejamento estratégico, integração de equipes e desenvolvimento de lideranças.

Para a psicóloga organizacional e facilitadora da metodologia Carolina Gama, a mudança está relacionada a uma nova visão sobre o papel do setor de Recursos Humanos dentro das empresas.

“O RH deixou de ser apenas um setor voltado para processos administrativos e passou a atuar como parceiro estratégico do negócio. Hoje, desenvolver competências como criatividade, colaboração, pensamento crítico e comunicação é tão importante quanto investir em tecnologia”, afirma.

Segundo ela, metodologias colaborativas ajudam a criar ambientes em que diferentes profissionais conseguem contribuir com suas perspectivas, independentemente da posição hierárquica.

 

Criatividade e inovação no ambiente corporativo

Apesar de estar associada ao universo infantil, a metodologia LEGO® Serious Play® foi desenvolvida para aplicação em ambientes corporativos e é utilizada por empresas em processos de inovação, planejamento estratégico, desenvolvimento de equipes e resolução de desafios.

Durante as atividades, os participantes são convidados a construir modelos tridimensionais que representam ideias, situações ou objetivos relacionados à realidade da organização. Depois, cada pessoa apresenta sua construção e compartilha sua interpretação, criando um espaço de troca e escuta.

Para Carolina, a proposta é transformar pensamentos abstratos em algo concreto, facilitando conversas que muitas vezes não acontecem em reuniões convencionais.

“Quando as pessoas constroem modelos para representar suas ideias, elas conseguem organizar pensamentos, compartilhar percepções e enxergar problemas sob diferentes perspectivas. Isso amplia o envolvimento do grupo e fortalece a construção coletiva”, explica.

 

Novas habilidades para um novo mercado

A busca por formatos diferentes de treinamento também está relacionada às mudanças provocadas pela inteligência artificial e pela transformação digital. Com ferramentas tecnológicas assumindo parte das tarefas operacionais, habilidades humanas, como criatividade, comunicação e pensamento estratégico, ganham mais relevância.

Além do desenvolvimento técnico, empresas passaram a olhar com mais atenção para aspectos como colaboração, confiança e segurança psicológica — fatores considerados importantes para ambientes inovadores.

“Os melhores resultados surgem quando diferentes perspectivas são ouvidas e transformadas em soluções construídas coletivamente. Mais do que estimular criatividade, essas metodologias ajudam as equipes a se prepararem para lidar com cenários mais complexos”, destaca a especialista.

 

Experiência capixaba

Empresas no ES buscam novas formas de treinar equipes e estimular inovação
Carolina Gama foi uma das primeiras profissionais a levar a metodologia LEGO® Serious Play® para o Espírito Santo e está entre as facilitadoras certificadas que atuam no estado.

Carolina Gama foi uma das primeiras profissionais a levar a metodologia LEGO® Serious Play® para o Espírito Santo e está entre as facilitadoras certificadas que atuam no estado.

Segundo ela, a origem do método está ligada a um processo de transformação vivido pela própria LEGO na década de 1990, quando a empresa buscava novas formas de estimular a inovação internamente.

“A metodologia nasceu de uma necessidade de repensar como as pessoas participavam dos processos de criação e planejamento. A grande inovação foi envolver colaboradores de diferentes áreas e níveis hierárquicos em um ambiente de construção coletiva”, explica.

Para especialistas, a tendência é que empresas continuem investindo em formatos de aprendizagem mais dinâmicos, especialmente em um cenário marcado por mudanças rápidas e pela necessidade de adaptação constante.

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