O valor da mensalidade costuma ser um dos principais fatores considerados por quem pretende contratar um plano de saúde. No entanto, especialistas alertam que o preço não deve ser o único critério na hora da escolha. Aspectos como qualidade do atendimento, rede credenciada, cobertura e reputação da operadora podem fazer toda a diferença quando o beneficiário precisar utilizar os serviços.
A orientação ganha ainda mais importância diante da divulgação dos mais recentes indicadores de desempenho das operadoras pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que disponibiliza informações sobre a qualidade dos serviços prestados e o relacionamento das empresas com seus clientes.
Para o advogado Eduardo Amorim, especialista em Direito Médico e presidente da Comissão de Direito Médico da OAB-ES, a contratação de um plano de saúde deve ser vista como uma decisão de longo prazo.
“Muitas pessoas contratam um plano de saúde observando apenas o valor da mensalidade, mas é importante avaliar como a operadora atende seus beneficiários na prática. Quando surge a necessidade de um exame, uma internação ou um procedimento, fatores como qualidade do atendimento e capacidade de resposta fazem toda a diferença”, afirma.
Confira cinco pontos que devem ser avaliados antes da contratação
1. Histórico de reclamações
Um dos primeiros passos é pesquisar o desempenho da operadora. Dados públicos da ANS permitem verificar índices de reclamações e a forma como as empresas lidam com questões relacionadas à autorização de procedimentos, cobertura contratual e atendimento aos beneficiários.
Segundo especialistas, esse histórico pode servir como um importante indicador da qualidade dos serviços prestados.
2. Rede credenciada
Antes de assinar o contrato, é importante verificar quais hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais fazem parte da rede credenciada.
Além da quantidade de opções disponíveis, o consumidor deve considerar a localização dos estabelecimentos e se eles atendem às suas necessidades específicas. Em alguns casos, planos mais baratos podem apresentar restrições na rede de atendimento.
3. Estrutura de atendimento ao cliente
A eficiência dos canais de comunicação também merece atenção. Ter acesso rápido a informações, conseguir abrir solicitações e resolver problemas com facilidade pode ser fundamental em situações de urgência ou quando há necessidade de autorização de procedimentos.
4. Coberturas e regras contratuais
Especialistas recomendam uma leitura cuidadosa do contrato antes da contratação. É importante verificar quais procedimentos estão cobertos, os períodos de carência, as condições de utilização e eventuais limitações previstas no plano.
Compreender essas regras ajuda a evitar surpresas e transtornos futuros.
5. Reputação e indicadores da ANS
Além das informações sobre reclamações, a ANS divulga indicadores que permitem comparar o desempenho das operadoras em diferentes aspectos relacionados à qualidade do atendimento.
Para Eduardo Amorim, essas informações são ferramentas importantes para uma escolha mais consciente.
“As listas de desempenho e de redução de reclamações ajudam o consumidor a fazer uma escolha mais consciente. Quanto mais informação estiver disponível, maiores são as condições de comparar as opções de forma objetiva”, explica.
Decisão que impacta a segurança da família
Na avaliação do especialista, a escolha de um plano de saúde deve considerar não apenas o custo mensal, mas a capacidade da operadora de oferecer suporte adequado quando o atendimento for necessário.
“Quando o atendimento for necessário, não estará em jogo apenas um contrato, mas a segurança e a tranquilidade do paciente e de sua família”, conclui.
Com o aumento da oferta de planos e das opções disponíveis no mercado, especialistas reforçam que pesquisar e comparar informações antes da contratação continua sendo a melhor estratégia para garantir um serviço compatível com as necessidades do consumidor.










