Entre tambores do Jongo, memória ancestral e o aroma da tradicional feijoada quilombola, Presidente Kennedy quer transformar sua participação na Feira dos Municípios 2026 em uma das experiências mais marcantes do evento. A partir desta quinta-feira (28), no Pavilhão de Carapina, na Serra, o município do Sul capixaba aposta no resgate histórico de comunidades tradicionais para atrair visitantes e fortalecer sua identidade cultural.
Entre os 78 municípios participantes, Kennedy chega à maior vitrine da cultura capixaba com uma proposta que mistura história, gastronomia e ancestralidade. O foco do estande será a valorização das comunidades quilombolas de Cacimbinha e Boa Esperança, fundamentais para a formação social e cultural do território kennedense.
A feira 2026 terá grande programação cultural e gastronômica iniciado na quinta e sexta-feira (29), das 14 às 23 horas, já no sábado (30) e domingo (31) a partir das 10 horas.
Igreja do século XVIII será símbolo da narrativa histórica
Quem visitar o espaço do município encontrará uma ambientação inspirada na Igreja de Nossa Senhora das Neves, um dos patrimônios históricos mais importantes do Espírito Santo. Construída no século XVIII pelos jesuítas, com mão de obra de povos escravizados e indígenas, a igreja será apresentada como símbolo de resistência, memória e formação cultural.

A proposta é mostrar ao visitante como a história do município se entrelaça diretamente com a contribuição das comunidades tradicionais que ajudaram a moldar a identidade de Presidente Kennedy.
Mais do que praias e potencial econômico, a cidade quer mostrar uma face menos conhecida — e profundamente ligada à preservação cultural.
Feijoada quilombola promete virar atração no Pavilhão de Carapina
Se a história deve emocionar, a culinária quer conquistar pelo paladar.
Na quinta-feira (28) e na sexta-feira (29), o município servirá ao público a tradicional feijoada quilombola, preparada com ingredientes locais e técnicas culinárias transmitidas entre gerações. O prato será oferecido dentro do espaço gastronômico da Rota da Costa e Imigração.
A aposta é transformar a comida em uma experiência afetiva e cultural, conectando visitantes à memória dos antepassados e às tradições preservadas pelas comunidades quilombolas.
Jongo leva tambores e tradição afro-brasileira à feira
Outro destaque da programação acontece no sábado (30), às 15h, com a apresentação do grupo de Jongo “Mãe África Pátria Amada Brasil”.
Considerada uma das manifestações afro-brasileiras mais tradicionais do país, a dança reúne tambores, cantos responsivos e roda, sendo reconhecida como raiz de diferentes expressões culturais brasileiras.
A expectativa é que a apresentação transforme os corredores da feira em um espaço de celebração da herança africana no Espírito Santo.
A secretária municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Skarlady Fernandes, afirma que a participação do município também busca reconhecer o papel dos Griôs e Griás, responsáveis pela preservação oral das tradições locais.
“Estamos preparando um espaço de muito respeito e orgulho. Será um lindo reconhecimento da importância e da contribuição das comunidades quilombolas para a construção do que hoje representa Presidente Kennedy para o Espírito Santo”, afirma.
Além da valorização cultural, a cidade também quer aproveitar a visibilidade da feira para reforçar sua vocação para o turismo histórico, turismo de experiência e turismo cultural.










