O golpe do falso advogado voltou ao centro do debate após decisão judicial que condenou a Meta ao pagamento de indenização a profissionais da advocacia. A prática criminosa consiste no uso de informações reais de processos judiciais para que estelionatários se passem por advogados e convençam vítimas a realizar transferências indevidas, geralmente por meio do WhatsApp.
Em entrevista à Rádio ES Hoje, o especialista em Direito Público e Civil, Eduardo Sarlo, afirmou que têm se multiplicado ações judiciais com o objetivo de responsabilizar plataformas de comunicação utilizadas na aplicação dos golpes. “Se querem ter o monopólio, serem base de telecomunicação, devem ser responsabilizadas também”, declarou.
Na avaliação do advogado, empresas como a Meta precisam investir em mecanismos mais eficazes de proteção aos usuários, especialmente para coibir a veiculação de anúncios falsos e perfis fraudulentos.
Sarlo também ressaltou que a informação é uma das principais ferramentas para frear o avanço do crime. “As vítimas só vão deixar de ser vítimas quando tiverem ciência de que esse golpe existe e da forma que o criminoso se vale para praticá-lo”, afirmou.
A orientação para quem for abordado é manter a calma, não compartilhar dados pessoais ou bancários, evitar qualquer tipo de pagamento e registrar boletim de ocorrência. Também é recomendável comunicar o caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para que as providências cabíveis sejam adotadas.
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