O número de gestações entre adolescentes de 10 a 19 anos em Vitória caiu 25,6% nos últimos quatro anos. Dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc) mostram que os registros passaram de 359 casos, em 2021, para 267 em 2025.
A redução ocorre em meio à ampliação das ações de prevenção na rede municipal de saúde e educação, tema debatido na sexta-feira (27) durante o II Seminário de Prevenção da Gravidez na Adolescência, realizado na capital.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o município expandiu a oferta de métodos contraceptivos e intensificou atividades educativas nas escolas e unidades de saúde. Entre as medidas está a ampliação do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel (Implanon), agora disponível em todas as unidades básicas de saúde para mulheres de 14 a 49 anos, conforme critérios do Ministério da Saúde.
Atuação nas escolas
A estratégia inclui ações integradas entre as áreas de saúde, educação e assistência social. Por meio do Programa Saúde na Escola, são promovidas atividades sobre sexualidade, métodos contraceptivos, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, igualdade de gênero e direitos reprodutivos.
Além das atividades educativas, a rede municipal oferece atendimento médico, de enfermagem e psicológico (mediante avaliação), distribuição de preservativos, exames, vacinação e acompanhamento pré-natal para adolescentes grávidas.
Desafio persistente
Apesar da queda nos indicadores, a gravidez precoce ainda representa um desafio social e de saúde pública, especialmente em contextos de vulnerabilidade. Especialistas destacaram, durante o seminário, a importância de envolver também os meninos nas discussões sobre prevenção e responsabilidade reprodutiva.
O evento reuniu profissionais das redes de saúde, educação e assistência social para discutir estratégias de acolhimento e prevenção.









