Durante entrevista à rádio ES Hoje, a psiquiatra Ana Carolina Milanez destacou a gravidade das taxas de suicídio no Espírito Santo, especialmente em áreas rurais e na população pomerana, além de um crescimento dos números entre jovens adultos e mulheres após a pandemia.
“As taxas de suicídio no Espírito Santo são preocupantes, assim como em todo o Brasil, mas vimos um aumento especialmente entre jovens adultos e mulheres, algo que foge do padrão histórico de maior incidência entre homens”, afirmou.
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Sinais de alerta
A psiquiatra reforçou que é essencial que familiares e amigos estejam atentos a mudanças de comportamento. Entre os sinais indiretos, estão:
- uso excessivo de álcool ou drogas;
- sentimentos de desesperança;
- impulsividade e imprudência;
- isolamento social;
- mudanças drásticas de humor.
“A família deve sempre escutar sem julgamento. Muitas vezes, o simples fato de dar atenção pode salvar vidas”, ressaltou Milanez.
O papel da informação
A psiquiatra destacou que a porta de entrada no SUS para quem precisa de ajuda são as unidades básicas de saúde. O atendimento pode ser feito inicialmente por clínicos gerais ou médicos da família, que encaminham para psicólogos/psiquiatras ou para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em casos mais graves.
Ela também reforçou que falar sobre prevenção não estimula o suicídio, ao contrário: “O que não deve ser feito é noticiar detalhes de casos consumados, porque isso pode gerar efeito de contágio. Mas falar sobre prevenção salva vidas”, concluiu.
Onde buscar ajuda: O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio. O atendimento é gratuito, sigiloso e disponível 24 horas por dia.
- Telefone: 188
- Site: www.cvv.org.br
- Atendimento online: chat, e-mail e presencial em alguns postos de atendimento
Os voluntários são preparados para ouvir, sem julgamentos, de forma anônima e acolhedora.










