O namoro, cujo dia no Brasil acontece nesta sexta-feira (12), é uma etapa muito importante na vida a dois. É ele que basicamente vai definir se o casal continuará junto e irá partir para uma nova etapa, como o noivado, a união estável ou o casamento, ou se os indivíduos devem seguir caminhos distintos por conta de diferenças insuperáveis.
E para ajudar os pombinhos a manter um namoro sempre saudável, longe de uma relação que cause mais malefícios que benefícios aos envolvidos ou até uma relação tóxica e abusiva, o ES Hoje conversou com a psicóloga Marcelle Paganini, que enumerou seis dicas que fazem toda a diferença na vida a dois.
Confira:
1 – O outro não é uma propriedade nossa: No namoro, e em todas as outras relações, temos que permitir que o outro seja ele mesmo e tenha seu espaço e não que se configure como uma extensão do nosso próprio eu. “Sem individualidade e identidade, a admiração, tão importante para o casal, vai para o ralo e até o desejo sexual tende a ficar o ruim”, diz Marcelle.
2 – Admiração: Para haver um relacionamento saudável é necessária a existência de admiração mútua e respeito aos defeitos do outro e não a todo momento o desejo de promoção de uma verdadeira reforma na identidade alheia. “Tem gente que, infelizmente, só olha para o outro com o intuito de pontuar coisas que gostaria de mudar. Há coisas que são necessárias? Claro, mas costumam ser pontuais e não demandam esse ímpeto de, o tempo todo, querer “reformar” a outra pessoa. Nesse contexto, a admiração definitivamente não existe e prejudica seriamente o casal”.
3 – Ouvir e acolher sem invadir – Segundo Paganini, as pessoas precisam se escutar e acolher umas às outras sem imposições. “Vamos supor que um dos dois está com problemas. Caso a outra pessoa não seja saudável, ela vai virar e vai falar a forma que ela acha que o problema tem quer solucionado. Já se ela for uma pessoa saudável, provavelmente irá convidar o outro a refletir sobre a situação e não irá ficar chateada caso o parceiro ou a parceira faça algo diferente do que foi sugerido”.
4 – Papo reto constante – A psicóloga e sexóloga alerta que é preciso haver diálogo constante e bem aberto. “Se houver restrição no diálogo, alguma coisa claramente não está legal. O diálogo deve substituir cobranças, críticas e alfinetadas porque essas coisas só desgastam a relação. É melhor ser franco e claro e buscar resolução mútua. Algo que só quem tem maturidade alcança”.
5 – Não colocar expectativa da sua própria felicidade no outro: Para Marcelle, uma das piores coisas que se pode fazer num relacionamento é depositar sua condição de ser feliz na outra pessoa. “É praticamente sepultar a relação. O namoro é para deixar a vida mais alegre, colorida, divertida e com vida sexual ativa, mas nunca para fazer alguém feliz, pois ninguém é responsável pela nossa felicidade. Dentro de uma relação a felicidade é dividida. Não criada”.
6 – Cada um deve cuidar da sua própria saúde emocional – Paganini argumenta que no relacionamento cada um deve cuidar de sua própria saúde emocional. “Não podemos fazer o parceiro ou a parceira de psicólogo, médico, mãe ou pai. Namorado é para namorar. Amar, beijar, fazer sexo e ser companheiro, mas nunca para substituir papel de familiar ou de profissional da saúde. O namoro não pode virar uma clínica geral e, infelizmente, isso acontece muito”, finaliza.









