O jogo do Brasil pelas oitavas de final da Copa do Mundo, neste domingo (5), foi a última participação no mundial. Campeão nos Estados Unidos em 1994, o Brasil não vai voltar a erguer a Copa do Mundo na América do Norte em 2026. A campanha da equipe verde-amarela no torneio deste ano foi interrompida nas oitavas de final, com uma derrota por 2 a 1 para a Noruega, em East Rutherford.
O primeiro tempo começou com alta voltagem e uma marca histórica negativa para a Seleção Brasileira. Em partida disputada em Nova Jersey, o volante Bruno Guimarães desperdiçou uma cobrança de pênalti aos 13 minutos do primeiro tempo, após a arbitragem assinalar a infração sobre Matheus Cunha com o auxílio do VAR. O chute, defendido pelo goleiro norueguês Ørjan Nyland, colocou o meio-campista em uma lista rara de atletas que erraram penalidades pelo país no tempo regulamentar do torneio mundial.
Em campo, Haaland precisou de duas chances para definir o marcador.

Após um primeiro tempo com um pênalti perdido por Bruno Guimarães e placar zerado, os dois treinadores buscaram alternativas no banco. Carlo Ancelotti tentou a sorte com o veterano Neymar. Stale Solbakken acionou o jovem Schjelderup, que se livrou da marcação e fez o cruzamento para o artilheiro balançar a rede, aos 34 minutos da etapa final.
Aos 45, Haaland bateu da entrada da área e voltou a balançar a rede, em chute da entrada da área, praticamente acabando com as chances de reação. Quando Neymar marcou de pênalti, aos 55, só houve tempo para mais um ataque, infrutífero.
Manteve-se, assim, uma freguesia histórica: a norueguesa é a única seleção até hoje que o Brasil enfrentou e não venceu. São agora cinco jogos, com três derrotas -duas delas em Copa do Mundo- e dois empates.
Foi mantido também o jejum contra europeus no mata-mata do Mundial. Dominado pela França em 2006, eliminado pela Holanda em 2010, constrangido pela Alemanha em 2014, batido pela Bélgica em 2018, castigado pela Croácia em 2022 e superado pela Noruega em 2026, o time canarinho chegará a seu maior período sem levantar o troféu do torneio, ao menos 28 anos.
Placar ao vivo: Brasil x Noruega sofre com pressão e VAR
O confronto eliminatório começou com forte pressão dos europeus. Logo aos dois minutos de jogo, a Noruega balançou as redes, mas o gol foi anulado por impedimento, mantendo o placar ao vivo em 0 a 0. Após o susto inicial, o Brasil assumiu o controle das ações e passou a dominar o meio-campo.
Apesar do volume ofensivo e das boas chances criadas para abrir o marcador, a equipe adversária também levou perigo em contra-ataques rápidos, exigindo defesas difíceis do goleiro Alisson para segurar o empate.
Erro de Bruno Guimarães repete tabu de Zico após 40 anos
O erro de Bruno Guimarães na Copa do Mundo encerrou um jejum de quatro décadas sem penalidades desperdiçadas pelo Brasil com a bola rolando na competição. O último jogador a errar um pênalti no tempo normal havia sido Zico, nas quartas de final da Copa de 1986, diante da França — ocasião em que o goleiro Joel Bats defendeu a cobrança e os franceses avançaram na disputa de penais.
Com o lance deste domingo (5), o volante tornou-se o quarto jogador na história do futebol brasileiro a falhar neste critério no torneio, sem contabilizar as decisões por penalidades máximas.
Histórico de pênaltis perdidos pela Seleção Brasileira em Copas
O levantamento estatístico aponta que os erros em tempo regulamentar são raros na trajetória da equipe canarinho. Antes de Bruno Guimarães e Zico, apenas dois atletas haviam falhado:
Waldemar de Brito (1934): Parou no goleiro espanhol Ricardo Zamora na derrota por 3 a 1.
Patesko (1938): Chutou para fora contra a Suécia, embora o Brasil tenha vencido por 4 a 2.
Em fases de mata-mata com disputas de pênaltis alternados, o retrospecto registra falhas de Sócrates e Júlio César (1986), Márcio Santos (1994), Willian e Hulk (2014), além de Rodrygo e Marquinhos na edição de 2022.










