
Menos de um mês após a eliminação no Campeonato Brasileiro Série D, o Vitória foi até Brasília em busca da classificação para as oitavas de final da Copa Verde, mas, nos pênaltis, foi eliminado para o Brasiliense-DF. Após o jogo, o presidente do clube, Ademar Rocha, concedeu entrevista à Rádio Espírito Santo e afirmou que o clube foi eliminado para si mesmo.
“A forma como o Vitória foi eliminado é inadmissível. Nós fomos desclassificados por nós mesmos, o clube não perde pela derrota, o clube perde financeiramente com a derrota. Quem tem que aprender com a derrota são os atletas, o Wesley Martinelli que é o técnico, sou eu como presidente e o conselho deliberativo”.
Durante a partida, com um jogador a menos, o alvianil teve um pênalti seu favor. Nilo cobrou e parou no goleiro Edmar Sucuri. No fim, o placar sem gols levou a decisão para as penalidades. Na quarta cobrança, Carlos Vitor – que já havia desperdiçado um no primeiro jogo – cobrou novamente e também parou em Sucuri. Segundo o presidente, nenhuns dos dois tinham condições de cobrar seus respectivos pênaltis.
“O Nilo jamais poderia ter batido o pênalti porque ele não está em atividade. O Carlos Vitor não deveria bater porque ele bateu aqui e perdeu, a forma como bateu, à meia altura, todo mundo sabe o tamanho do Sucuri (goleiro do Brasiliense-DF). Então, perdemos para nós mesmos. O clube tomou um prejuízo de R$150 à 200 mil com essa desclassificação”, disse.
Sem apontar culpados, Ademar ainda disse que na próxima segunda-feira (5) haverá uma reunião do conselho deliberativo do clube, como sempre ocorre, para medidas serem tomadas. Na pauta, não está descartada a troca no comando técnico do time.
“Não vou culpar atleta individualmente, eu acho que isso é comando, bate o pênalti quem o comandante manda. Se eu estivesse como treinador, Nilo e Carlos Vitor não bateriam. É uma decisão do conselho, eu tenho minha opinião, no Vitória tem um conselho deliberativo que eu faço parte, são onze membros e o que a maioria decidir na reunião vai ser acatado. Volto a afirmar, nem o Nilo nem o Carlos Vitor poderiam bater o pênalti de maneira nenhuma, em hipótese alguma”, concluiu.
Na volta da delegação, o presidente ainda afirmou que terá uma conversa classificada como “muito séria” com todos do elenco.
Sequência
Agora, o Vitória volta todo o seu foco na Copa Espírito Santo para encerrar a temporada. No próximo dia 11 de agosto, o alvianil estreia diante do Tupy, no estádio Gil Bernardes, em Vila Velha.











O presidente do Vitória está correto, o técnico e o próprio jogador tem que assumir sua condição física e técnica. Não se admite que o jogador que já havia perdido um pênalti e volta a cobrar contra o mesmo adversário.
Eu aqui, feliz por ler um comentário do meu saudoso pai. Te amo pai.