ES registra 14 ocorrências eleitorais e seis pessoas conduzidas

O Espírito Santo registrou 14 ocorrências de crimes e irregularidades eleitorais durante o segundo turno das eleições neste domingo (25). O balanço do Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICCE), da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), contabiliza seis pessoas conduzidas para procedimentos policiais.

Ao todo, foram registrados 106 acionamentos das forças de segurança para averiguação de possíveis ocorrências eleitorais. Desse total, 91 foram averiguados e não tiveram irregularidades constatadas.

Entre as 14 ocorrências confirmadas, quatro foram classificadas como vias de fato, uma como ameaça, quatro como propaganda irregular, três como filmagem de voto, uma como lesão corporal e uma como desacato.

Casos registrados

Em Linhares, um homem foi conduzido à Delegacia Regional após suspeita de violar ou tentar violar o sigilo do voto. Segundo o boletim, ele teria utilizado óculos equipados com câmera para filmar o momento da votação. A condução ocorreu em cumprimento a uma decisão do promotor eleitoral.

Em Nova Venécia, uma mulher foi conduzida após uma ocorrência de lesão corporal. Conforme o relato, o pai de uma eleitora acionou a polícia e informou que a filha havia sido atingida no rosto por spray de pimenta ao sair da seção eleitoral, depois de votar. As partes foram levadas à delegacia, e o objeto foi apreendido. Um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi registrado contra a suspeita, que foi liberada.

Em Cachoeiro de Itapemirim, um homem foi conduzido após uma ocorrência envolvendo um policial militar em frente à Escola Anacleto Ramos, local de votação. Segundo a PM, um fiscal de partido questionou a conduta do militar e passou a discutir com os policiais, fazendo ameaças e gestos semelhantes a movimentos de luta. O homem resistiu à abordagem, foi imobilizado e algemado. Foi lavrado um TCO para apuração, em tese, de desacato. Ele foi liberado.

Em Vargem Alta, um homem foi abordado nas proximidades da Escola Presidente Lübke após ser visto balançando uma bandeira de um candidato à Presidência da República em direção a eleitores e seguindo para fixá-la em uma árvore. A PM informou que ele foi advertido sobre a proibição de propaganda eleitoral no dia da votação. A bandeira foi apreendida, e o homem se comprometeu a comparecer à Justiça quando intimado.

Em Aracruz, um jovem foi conduzido após mesárias relatarem que ele entrou na cabine de votação com um celular e filmou o próprio voto. De acordo com o boletim, ele confirmou o ocorrido e disse que não sabia que a conduta era crime eleitoral. A juíza eleitoral de plantão orientou a elaboração de um TCO, e o suspeito foi liberado.

Em Iconha, um homem foi conduzido à delegacia após uma juíza eleitoral encontrar, dentro do veículo em que ele estava, uma caixa com material de campanha de um candidato a governador. Segundo a PM, ele assumiu a posse do material, que foi apreendido e encaminhado ao cartório eleitoral. Foi registrado um TCO, e o homem se comprometeu a comparecer à Justiça quando intimado.

Propaganda irregular e confusões

Em Irupi, policiais localizaram cinco banners com propaganda eleitoral de um candidato ao governo estadual em vias públicas, em situação considerada, em tese, irregular. O material foi apreendido para as providências dos órgãos competentes.

Já em Cachoeiro de Itapemirim, no bairro Conduru, policiais apreenderam bandeirolas de um candidato a governador. Segundo o boletim, nenhum responsável pelo material foi encontrado.

Em Viana, no bairro Bom Pastor, um eleitor foi flagrado gravando a urna eletrônica. Conforme o registro da Guarda Municipal, o homem apagou o vídeo na presença dos agentes. Os responsáveis pela seção eleitoral autorizaram a liberação e informaram que ele seria notificado pela Justiça Eleitoral, com registro dos fatos em ata.

Em Piúma, um eleitor discutiu com o presidente de uma seção após um desentendimento relacionado ao voto. Quando a PM chegou, a situação já havia sido resolvida por terceiros, sem violência ou grave ameaça.

Em Vila Pavão, uma pessoa se recusava a sair da urna após votar, mas deixou o local antes da chegada da viatura.

Em Anchieta, no distrito de Iriri, uma mulher se recusou a deixar a cabine eleitoral após se confundir durante a votação. Segundo o relato, ela alegava que a foto de seu candidato a governador não aparecia. A mesária informou que a eleitora já havia encerrado a votação e não poderia votar novamente para o cargo. Apesar da resistência inicial, a mulher deixou o local. Não houve conduzidos.

Em Cachoeiro de Itapemirim, no Centro, um assessor de vereador teria insultado o parlamentar e ameaçado pisar em seu pé quebrado. A equipe policial orientou o registro de ocorrência por suspeita de ameaça em uma delegacia.

Em Serra, no bairro das Laranjeiras, uma confusão entre manifestantes em frente a uma escola mobilizou uma equipe da Guarda Municipal. A situação foi controlada sem intercorrências, segundo o boletim.

O balanço também contabilizou seis pessoas conduzidas para procedimentos relacionados às ocorrências eleitorais. A divulgação reúne registros de diferentes municípios do Estado.

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