O uso da inteligência artificial na formação de professores e na acessibilidade da Língua Brasileira de Sinais (Libras) está em debate no II Seminário Estadual de Libras, que ocorre até esta sexta-feira (23), no Espírito Santo. Promovido pelo Senac ES, o evento começou na quarta-feira (21), em Linhares, passou por Vitória na quinta-feira (22) e encerra a programação em Cachoeiro de Itapemirim.
O seminário reúne profissionais da educação, pesquisadores, empresas e integrantes da comunidade surda. Os debates abordam inclusão, representatividade, atuação de tradutores e intérpretes, contratação de pessoas com deficiência e desafios do uso da inteligência artificial aplicada às línguas de sinais.
Em Linhares, a programação contou com a professora e pesquisadora Ronice Müller de Quadros, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutora em Linguística, ela desenvolve estudos sobre línguas de sinais, aquisição da linguagem, educação de surdos, bilinguismo, tradução e interpretação.
Também participou o professor surdo Daniel Junqueira Carvalho, doutor em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que abordou o protagonismo surdo na educação e a participação no ambiente escolar.
Profissionais do Setor de Educação Especial Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação de Aracruz e professoras da rede municipal acompanharam a etapa de Linhares.
“Participamos de palestras e de uma apresentação cultural que nos ajudaram a ampliar essa discussão sobre o protagonismo da comunidade surda, além dos desafios da inclusão em diferentes espaços da sociedade”, afirmou a técnica pedagógica Simone de Oliveira.
A programação também inclui arte e cultura, com a participação de Matteus Ribeiro, artista surdo, performer e instrutor de Libras. Criador das performances Librashow e Surdance, ele combina língua de sinais, música, dança e expressão corporal.










