A greve dos motoristas tanqueiros no Espírito Santo segue prevista para começar nesta segunda-feira (13), conforme anunciado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo (Sindirodoviários-ES). Até o momento, a entidade não confirmou o cancelamento da paralisação, o que mantém a possibilidade de impactos no abastecimento de combustíveis no estado.
A categoria anunciou a greve na última quarta-feira (8), após cinco rodadas de negociação sem acordo com o setor patronal. Entre as reivindicações estão reajuste salarial de 10%, aumento no valor do ticket-alimentação e melhorias nas condições de trabalho.
Os motoristas tanqueiros são responsáveis pelo transporte de combustíveis das bases de distribuição até os postos. Caso a paralisação seja iniciada, o fornecimento poderá ser afetado, dependendo da adesão ao movimento e da duração da greve.
Sindicato aguarda avanço nas negociações
Na quinta-feira (9), representantes da categoria participaram de uma reunião com o setor patronal para discutir uma nova proposta. Antes do encontro, o presidente do Sindirodoviários-ES, Marquinhos Jiló, afirmou que a greve permanecia mantida até que os trabalhadores analisassem uma eventual contraproposta.
Desde então, o sindicato não divulgou novo posicionamento informando se houve acordo ou se o movimento foi suspenso.
Postos seguem abastecidos
Enquanto isso, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Espírito Santo (Sindipostos-ES) informou que o abastecimento permanece normal e orientou a população a evitar corridas aos postos.
Segundo a entidade, a expectativa é de que as negociações avancem e que um acordo impeça a paralisação.
“O Sindipostos espera que os sindicatos envolvidos entrem num acordo e que a greve não aconteça. No momento, o abastecimento dos postos segue dentro da normalidade. A recomendação à população é que siga sua rotina e evite correria aos postos”, informou a entidade em nota.
Embora não haja confirmação de desabastecimento, a indefinição sobre o movimento mantém a possibilidade de reflexos no fornecimento de combustíveis caso a greve seja iniciada nesta segunda-feira. Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação oficial do cancelamento da paralisação.










