Novas experiências revelam sabores e encantos do Espírito Santo

Empreender exige mais do que uma boa ideia e força de vontade; demanda esforço, dedicação e, acima de tudo, paixão. Ouvir as histórias de quem transforma o potencial capixaba em negócio, com a emoção e o frescor do início, foi um dos grandes destaques da Feira dos Municípios. O evento de 2026, que movimentou o Pavilhão de Carapina, na Serra, desde quinta-feira (28), consolida-se como a maior vitrine das potencialidades das 10 regiões turísticas do Estado.

Pelos estandes, prefeituras e instituições estaduais mostraram o que o Espírito Santo tem de melhor. Mas foram as experiências imersivas que realmente encantaram e atraíram uma multidão de visitantes.

Emoção nas alturas: o sucesso do balonismo

Um dos grandes pontos de atração foi o estande da Voe Pedra Azul, empresa comandada por Gilcelia Souza. Uma longa fila se formou com pessoas ansiosas para experimentar a sensação de voar.

Utilizando óculos de realidade virtual dentro de um cesto de balão autêntico, os visitantes puderam “entrar nas nuvens” sem tirar os pés do chão.

“Balonismo é uma atividade ainda nova no Espírito Santo. A experiência de voar de balão, ela vai além dessa experiência visual, mas aqui estamos felizes de poder apresentar a todos nossa empresa que, tem dois anos e pela primeira vez está na Feira dos Municípios”, celebrou Gilcelia.

A empresária destacou o papel fundamental das parcerias para o crescimento do negócio. “Participamos de outros eventos à convite do Sebrae-ES e estamos aqui, também a convite deles, e pela fila e a alegria das pessoas, quando saem do balão, só temos a comemorar. Voar no balão é uma experiência que você permite se conectar com você mesmo e com toda a atmosfera dessa energia boa do balão”.

Segurança e números que impressionam

A Voe Pedra Azul já superou a marca de 3,8 mil voos na região serrana. Gilcelia faz questão de enfatizar a responsabilidade e o compromisso da equipe com a segurança:

  • Frota: 7 balões próprios.

  • Capacidade: Cestos que acomodam de 4 a 20 pessoas.

  • Duração: Voos de 30 a 40 minutos.

  • Horários: Sempre ao nascer e ao pôr do sol, garantindo paisagens inesquecíveis.

Para resumir o sentimento de quem vive essa aventura, Gilcelia usa uma frase marcante: “Uma vez que você voar de balão você vai sempre andar na terra com os olhos voltados para o céu. Vai lembrar que já esteve nas nuvens”.

O sabor premiado do café do Caparaó

Novas experiências revelam sabores e encantos do Espírito Santo

Outra estreante que colheu frutos memoráveis na feira foi a produtora Rose Polido. Ela viajou de Guaçuí para provar que a região do Caparaó produz cafés especiais de altíssima qualidade, tratados com um rigor quase artesanal.

Orgulhosa dos três anos de trajetória do produto, Rose explicou o segredo do sucesso do café Grana di Polido, cultivado em parceria com o marido:

“O Grana di Polido é do meu marido e eu, e a gente não deixa café no chão, o terreiro é suspenso com ventilação, a gente cobre ele, tem todo cuidado especial. Trabalhamos com amor e carinho, no plantio, mas nos últimos três anos, com mais dedicação ainda e profissionalismo”.

O resultado dessa primeira participação na Feira dos Municípios superou todas as expectativas.

“Experiência única. Participo pela primeira vez, mas já somos premiados em nossa região. Queríamos mostrar para o resto de estado e aqui conseguimos mostrar até para outros lugares. Vendemos para pessoas que gostaram e levaram de presente para pessoas fora do Brasil. Ou seja: experimentaram e gostaram. Caparaó tem sabor de café especial!”, comemorou a produtora.

Conexão e Futuro: o impacto no turismo capixaba

Na avaliação do diretor técnico do Sebrae/ES, Eurípedes Pedrinha, a Feira dos Municípios atingiu sua melhor e mais completa versão, refletindo o amadurecimento das regiões turísticas capixabas.

  • Vitrine de Oportunidades: Oportunizou a maior mostra de produtos, culturas e atrativos do ES.

  • Integração Regional: Criou conexões reais entre diferentes destinos e os próprios capixabas.

  • Legado Econômico: Além dos negócios imediatos, plantou as bases para o futuro do turismo.

“O primeiro cliente do turismo é o visitante, o capixaba que passeia pelo próprio ES. Além de se tornar um cliente, ele descobre, aprende, comenta e indica o ES para toda sua rede de relacionamentos”, pontuou Pedrinha.

O resgate emocionante da imigração italiana

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O espaço montado pelo Sebrae-ES transportou os visitantes no tempo através de uma réplica fiel da Casa Nostra — o primeiro produto de agroturismo do Estado, original do distrito de Pindobas, em Venda Nova do Imigrante. Mais do que a arquitetura, o que realmente tocou o público foi o calor humano das “nonas” que habitavam o espaço, cozinhando, conversando e distribuindo sorrisos. Não era uma encenação; era pura vivência.

Visivelmente tocada, a “nona” Inês Andreão Carnielli, filha e neta de italianos, relatou o significado de estar ali:

“É um trabalho com realização. Me emociono e até choro quando recebemos imigrantes e italianos. A nossa casa era assim, desse jeitinho e para mim não é representa, é reviver.”

Para Eurípedes Pedrinha, essa entrega emocional simboliza a evolução do turismo capixaba. “Nosso espaço bem representa esse espírito e traz o símbolo dessa mudança: a Casa Nostra como um equipamento tangível desse movimento”.

Além da icônica casa italiana, o público pôde interagir com réplicas de outros grandes símbolos do turismo capixaba, como o Buda de Ibiraçu, o Santuário Nacional de São José de Anchieta e diversas riquezas que compõem a identidade das 10 regiões turísticas do Espírito Santo.

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